14 de out. de 2015

Feira de jogos de Essen - segunda parte

Geralmente eu tento escrever ao final de cada dia o que eu joguei e o que me impressionou na feira de Essen, mas confesso que no final do segundo dia estava tão cansado que, ao chegar no hotel, só consegui comer, arrumar as coisas que tinha comprado na mala e cair na cama, esperando para acordar bem cedo para o próximo dia. E isto acabou se repetindo até domingo, quando a feira acabou.
Então, o que farei, é um post grande falando de tudo o que experimentei, gostei e não gostei.
O primeiro jogo da sexta foi Dice City, da Artipia em colaboração com a AEG, no qual cada jogador deve construir uma cidade. Para tanto, cada jogador rola 6 dados, um em cada cor, e os coloca em um tabuleiro na posição mostrada pela combinação da cor do dado (linha) e do valor rolado (coluna). Cada posição permite você fazer uma coisa, como coletar matérias-primas ou recrutar poder militar. Dependendo do que você conseguiu na rodada, você pode colocar novas construções nas posições de seu tabuleiro, o que faz com que, se a combinação cor/valor cair em cima de uma destas novas construções, você tenha habilidades diferentes de apenas conseguir mais matérias primas ou poder militar. O problema neste jogo é que você praticamente não tem interação nenhuma com os oponentes. Existe uma forma de atacar as cidades dos outros para roubar matérias-primas, mas é muito mais vantajoso atacar os piratas que trazem pontos, então cada jogador joga por sí, o que, na minha opinião, não é muito bom.
Depois testei o protótipo de Infamous: The Pirate Wars. Neste jogo de cartas, seu objetivo é ter a melhor fragata, o que lhe trará pontos no final da partida. Para isto você deve baixar uma quantidade igual de cartas de navio, o que significa que você colocou este navio no mar. O problema disto é que um navio no mar também significa que ele poderá ser atacado pelos oponentes. O jogo é interessante, mas como joguei em apenas dois jogadores não pude testar completamente como ele se comporta em uma partida com mais pessoas. Vamos ver como ele se sai no ano que vem, quando será realmente publicado.
Scape, da GDM, foi o jogo da sequencia. Ele me chamou atenção por poder colocar até 14 (isto mesmo, quatorze) pessoas na mesma partida. Basicamente cada jogador assume um de 3 papéis: oficial nazista, preso americano e preso inglês. O objetivo dos presos é fugir, e dos oficiais é impedir a fuga. Basicamente no seu turno você deve colocar uma das cartas da sua mão em uma das 5 posições do túnel que será utilizado na fuga. As cartas podem ser do preso inglês, do preso americano, de ambos ou do oficial nazista. Se, ao final do jogo, existir um oficial nazista como a carta mais acima de qualquer uma das 5 posições do túnel, os prisioneiros perdem. Se, no entanto, não houver nenhum oficial nazista, ganham os prisioneiros que mais tiverem cartas de seus prisioneiros. O negócio é que você não sabe quem está do seu lado e quem não está, exceto através que pequenos pedaços de informação que a utilização de algumas cartas de ação pode trazer. Comprei e estou ansioso por testar em um grupo grande.
Já em Steampunk Rally, você é um inventor famoso que está criando uma máquina para uma corrida entre inventores. A cada rodada os jogadores recebem 4 cartas que podem ser utilizadas como novas partes para sua máquina de corrida, como ações especiais ou podem ser descartadas para a obtenção de dados. Os dados são o alimento para as máquinas, que não funcionam por si, mas precisam de rolagem específicas para serem acionadas, provendo movimento e, eventualmente, outros efeitos. O problema é que, ao longo do jogo, partes de sua máquina de corrida vão se quebrando, então o jogo é uma corrida não apenas para chegar primeiro, mas também para manter sua máquina em constante crescimento. Bem interessante e divertido.
Em Super Motherload você é um minerador espacial em busca dos melhores minerais. O jogo é um deck-building alterado, no qual você tem usar suas limitadas ações (2 por rodada) até mesmo para comprar cartas. E ao contrário do que normalmente acontece nos deck-buildings, para adquirir novas cartas para seu deck, você deve conseguir minérios que somem um valor específico para "pagar" pelo contrato da nova carta, o que torna a melhoria do seu deck uma tarefa árdua. Uma variação bem vinda e que me agradou.
Terminei a sexta testando Siggil, um jogo com uma arte maravilhosa, porém com uma jogabilidade não tão boa assim. Um grupo de cartas abertas e fechadas é colocado em um intrincado padrão antes do jogo começar e, em sua rodada, você deve simplesmente pegar uma das cartas livres para sua mão (uma carta que não esteja parcialmente coberta por outra). O objetivo de acumular as cartas é que, eventualmente, uma de 7 cartas especiais chamadas de espíritos fica livre e você deve capturar esta carta através da utilização de pelo menos 3 cartas do mesmo valor ou da mesma cor que a do espírito. A partir do momento que você captura o espírito, ele também fica vulnerável a um contra-ataque do oponente, que pode usar uma quantidade maior de cartas para rouba-lo. Ao final da partida ganha quem tiver a maior quantidade de espíritos à sua frente.
Sábado foi dia de começar com Barony, da Matagot, no qual você é um nobre que pretende expandir seus domínios frente aos oponentes, enviando cavaleiros para fundarem novas vilas e evoluindo-as em cidades. Fundar vilas traz pontos de acordo com o terreno na qual elas são fundadas: em montanhas trazem poucos pontos, mas são protegidas contra ataques e, por exemplo, em pastos trazem muitos pontos, mas são alvos fáceis para os oponentes. O problema para os jogadores é que os cavaleiros são necessários para tudo, desde fundar cidades até defende-las e, como você possui apenas 9 e após suas ações eles precisam novamente ser trazidos ao tabuleiro, isto leva a um dilema sobre como utiliza-los.
Na sequência veio Signorie, da What's Your Game?, no qual você é o patriarca de uma família importante na Itália medieval. Desta forma, seu objetivo principal é casar suas filhas com proeminentes famílias italianas, ao passo que você deve formar seus filhos para que eles consigam, também, bons casamentos. No início de cada rodada são rolados 5 dados de cada uma das 5 cores diferentes de ações existentes no jogo. Na sua vez cada jogador escolhe um dado qualquer e realiza ações daquela cor. Quanto maior o valor mostrado no dado, mais forte a ação que pode ser realizada, porém várias ações tem força mínima e se você escolheu um dado com valor muito pequeno, deverá pagar a diferença em dinheiro (que é bem escasso no jogo). Por outro lado, se em todas as suas ações você somar menos que 13 pontos nos resultados dos dados escolhidos, você ganha poderosos bônus no final da rodada. O jogo é interessante e exige um bom planejamento.
Por último, joguei Neuroshima: Convoy, um jogo assimétrico para dois no qual um jogador é o humano defensor e o outro é Molock que quer destruir a raça humana. Cada jogador tem seu deck de cartas e, na sua rodada, simplesmente compra duas novas cartas e baixa quantas quiser nos campos de batalha, em ordem a conseguir mais pontos de batalha que seu oponente antes do final de cada dia. O twist é que cada carta tem poderes especiais únicos, que acionam efeitos que, para jogadores experientes, podem gerar combinações bastante poderosas. O problema deste tipo de jogo assimétrico é que, se você conhecer os decks de ambos os lados, você joga certamente muito melhor que alguém que acaba de aprender o jogo, então não é uma boa recomendação para atrair novos jogadores.
Neste dia minha tarde foi utilizada para o Big Game Cata, do qual eu falo em um outro post.
Domingo é o final da feira. Curiosamente muitos fabricantes já começaram a desmontar seus stands até duas horas antes do final oficial. Mesmo assim, comecei meu dia com Shakespeare, também da What's Your Game?. Neste jogo você é um produtor de teatro vitoriano tentado produzir, dia a dia, as melhores peças possíveis. A cada rodada cada jogador deve contratar um autor, um ator ou um trabalhador. Os autores escrevem as peças e (eventualmente) também atuam, levando a pontos em um marcador literário. Os atores podem dar pontos em diversas coisas e os trabalhadores fabricam roupas para os atores e constróem seu teatro. No início de cada rodada, os jogadores escolhem, de forma escondida, quantas ações querem realizar (máximo 5). Quem realiza menos ações começa escolhendo quais de seus contratados você acionará. O problema é que os personagens acionados ficam exaustos e não podem ser utilizados na próxima rodada, então os jogadores tem que pensar no que é realmente necessário no momento e no que é importante depois. Além disto, cada empregado tem um custo, que deve ser pago ao final do jogo. Empregados não pagos levam a pontos negativos o que faz com que, na maioria das partidas (segundo os donos do jogo) você ganhe um monte de pontos ao longo do jogo para perder no final, a a pontuação do vitorioso fique em torno de 2 a 3 pontos apenas.
Logo depois, no stand ao lado, testei Warehouse 51, um jogo de leilão no qual o governo americano está leiloando os ítens secretos da zona 51. Testei pelo tema e por ser um jogo com co-desenvolvimento de dois brasileiros: André Zatz e Sérgio Halaban, mas o jogo não me surpreendeu, exceto por uma coisa interessante. Se você ganhar o leilão, o dinheiro não é pago ao banco, mas ao jogador à sua esquerda, o que faz com que, o único meio de você ter dinheiro, é que seu oponente arremate alguma coisa, o que é uma alteração bem vinda em jogos deste tipo. Além disto as cartas que você arremata também tem ações especiais que alteram algumas regras do jogo.
Depois resolvi testar Magic: The Gathering – Arena of the Planeswalkers, a adaptação do conhecido jogo de cartas Magic: The Gathering para um jogo de miniaturas. No final das contas apenas comprovei que a Hasbro apenas conseguiu fazer um trabalho medíocre criando um jogo de miniaturas ruim no qual você é um conjurador trazendo criaturas para matarem os demais conjuradores, com um sistema de batalha simples e que traz apenas um pouco de lembrança com o jogo de cartas através das magias que seu conjurador pode fazer ao longo da partida. Um jogo completamente ignorável.
No final do dia, antes de fazer a ronda para terminar de comprar encomendas, testei Flick 'em Up!, no qual os jogadores se dividem em times de bandidos e cowboys em uma cidade do velho oeste. Este jogo de destreza lembra PitchCar e Rampage, com cenário diferente, no qual você movimenta seus personagens através de petelecos em discos de madeira e quando quer atirar joga um disco menor. É bem interessante se você gosta deste tipo de jogo, com componentes muito bem acabados.

Ao final da feira o sentimento é o de que acabamos perdendo mais da metade, e a verdade é que perdemos muito mais do que a metade... com mais de 500 lançamentos, mesmo eliminando os lixos, ainda seria necessário um tempo sem tamanho para que pudesse realmente aproveitar tudo, mas espero que este post enorme tenha sido interessante e dado uma idéia da magnitude de novos lançamentos que vem por aí.

8 de out. de 2015

O melhor lugar do mundo é Essen

Para aqueles que não estão familiarizados com o mundo dos jogos de tabuleiro, cabe uma explicação: todo ano, em Essen, na Alemanha, ocorre a maior feira de jogos de tabuleiro do mundo, com centenas de expositores mostrando inúmeros jogos novos para mais de um milhão de visitantes do mundo todo. Em resumo, a feira de Essen é a Meca dos jogadores, onde você pode encontrar os autores, editores e amigos, jogar sem parar e comprar os jogos mais novos, tecem saídos da linha de produção.
Ano passado, com o nascimento dos gêmeos, acabei por não ir à feira para ajudar minha esposa, mas este ano estou aqui novamente, jogando feito louco e me divertindo muito...
O primeiro jogo do dia foi Treasure Hunter, do Richard Garfield (o mesmo que fez o Magic). Nele você deve juntar guerreiros que atuam em 3 diferentes terrenos de modo a conseguir a maioria de guerreiros (ou a minoria) em cada tipo de terreno. Mas após escolher uma carta para você, todas as demais são entregues para os oponentes. Bem interessante, porém muito caro para um Family game.
Logo depois foi a vez de Clacks: A Discworld Board Game, um jogo temático no Discworld de Terry Pratchett. O jogo possui 3 modos de jogo, e eu optei pelo cooperativo, no qual competimos contra o tabuleiro. Seu objetivo é utilizar cartas de ação para alterar as luzes em um painel até que você consiga uma combinação igual às letras que você quer transmitir. O jogo é bem simples, porém ficou claro que no modo não cooperativo ele deve ser extremamente tático e (eventualmente) caótico.
[microfilms] foi logo depois, onde você é um agente secreto ou um personagem especial que tem que fazer deduções sobre as cartas dos demais jogadores baseado no que eles fizeram no jogo até então. Talvez em um grupo experiente e jogo seja melhor, mas a partida que eu tive foi sem graça.
Já em New York 1901 cá jogador encara um escritório de arquitetura em New York no início do século 20. Seu objetivo é adquirir terrenos para, posteriormente, construir prédios. À medida que o jogo prossegue, os jogadores podem passar a construir prédios cada vez mais valioso, algumas vezes, destruindo os prédios anteriores. O jogo é um Family game bem interessante, com um Twitter que leva a um final abrupto se você não tiver se planejado corretamente, porém não traz nada de excepcionalmente novo.
Em Tumult Royale, um jogo de Klaus Teuber que não é Catan, cada jogador é um nobre que quer eregir estátuas suas no principado. Para tanto ele deve cobrar impostos dos seus súditos em uma rodada conjunta em que todos procuram o que precisam no centro do tabuleiro ao mesmo tempo (como em Mondo). O problema enque que os jogadores pegarem matérias demais do pov e não deixarem pelo menos algumas para trás, ocorre a revolta da população e os jogadores mais gananciosos perdem quase tudo. O jogo possui alguns critérios de final antecipado que pode levar a um final de jogo antecipado (e que aconteceu no meu teste), mas no fim das contas também não é nada tão especial.
Em Mein Schatz os jogadores têm a opção de comprar uma carta e colocar em um de 4 montes de tesouros ou comprar um monte de tesouro e sair da rodada (qualquer semelhança com Coloretto não deve ser mera coincidência). As cartas mostram diferentes tipos de tesouro e, quando você escolhe pegar um monte para bofe, você deve, antes, mostrar qual tipo de tesouro valerá pontos para você, mas sem ver as cartas que estão no monte comprado. O problema é que se você forçar a sorte demais e os 7 Golias que estão no meio do devo aparecerem, os jogadores que ainda não pegaram nenhuma m monte saem sem nada. Como já citei, parece uma reutilização do mecanismo de Coloretto, sem nada muito especial.
Wunsch Maschine, o outro novo jogo da Igel, tem um jogador que é o dono da máquina. Ele escolhe uma das inúmeras figuras como sendo a desta jogada e. A deixa fechada. Do baralho completo, que contém cartas com 1, 2 ou 3 figuras diferentes, o jogador dono da máquina abre 4 cartas e diz que a ilustração que ele tem está em alguma delas. Isto se peppers até que um dos oponentes, através de dedução, consiga descobrir qual é a ilustração escondida. Interessante, mas mais para crianças.
Em Hack Trick os jogadores são hackers tentando descobrir o código de uma fechadura eletrônica. Na verdade de hackers o jogo não tem nada, mas para dois jogadores e um jogo extremamente tático, no qual você deve prestar atenção em quais cartas seu oponente pode  ter na mão que você consiga força-lo a lhe ajudar involuntariamente. Bem interessante.
E finalmente, o último jogo do dia, em Tides of Time, um jogo que possui apenas 18 cartas, ficou a grande surpresa: o jogo é excepcional, pois praticamente todas as cartas que você possui tem potenciais de pontos caso seus pre- requisitos sejam cumpridos, e como você troca de cartas a cada rodada com seu oponente, você também sabe exatamente quais cartas estão em jogo e o que é possível fazer até o final do jogo. Com isto vale apenas sua tática para escolher está ou aquela carta para você, fazendo pontos ou evitando que o oponente faça pontos. Recomendo.
Amanhã a feira continua e espero conseguir jogar mais uma porção de novos títulos.

Update: links e fotos adicionados.

28 de set. de 2015

Não seja enganado no posto de gasolina

Hoje, ao abastecer meu carro em um posto em Curitiba, ao meu lado um outro cliente caiu no velho golpe de verificar o nível de óleo pelo frentista e acabou comprando um litro de óleo que, provavelmente não era necessário. Pior ainda, talvez este litro de óleo seja inclusive prejudicial ao motor.
Pensando nisto eu resolvi escrever aqui qual o procedimento correto para que você faça uma correta medição do óleo de seu veículo, procedimento que praticamente independe da marca ou modelo.

  1. Ande com seu veículo até que ele tenha atingido a temperatura normal de trabalho. Em outras palavras, você precisa andar com o carro até o motor estar quente. Se seu veículo tiver marcador de temperatura, isto significa que você deverá estar com o marcador mostrando uma temperatura estável. Se seu veículo não possui marcador de temperatura, então evite sair de casa e já medir o óleo e nunca, nunca mesmo, faça a medição após seu veículo ter ficado muito tempo parado.
  2. Pare o veículo em um local plano. Parece óbvio, mas não custa lembrar que se você estiver em uma rampa ou plano inclinado a medição vai ser influenciada pela inclinação do veículo, em qualquer sentido em que esta inclinação se encontre.
  3. Desligue o carro e espere 5 minutos. Com o motor em funcionamento o óleo estará espalhado por todo o motor e este tempo é suficiente para que o óleo quente desça para o cárter de óleo, onde ele será efetivamente medido. E antes que algum esperto pergunte se este tempo não violaria o primeiro passo (motor quente), a resposta é não: 5 minutos não são suficientes para esfriar o motor.
  4. Retire a vareta de óleo e limpe a mesma. Durante o funcionamento do motor o óleo estará espalhado por tudo, incluindo a vareta, fazendo com que uma leitura imediata seja imprecisa.
  5. Recoloque a vareta de óleo até seu travamento no motor e espere alguns segundos. Estes segundos são necessários para garantir que a viscosidade do óleo não atrapalhe a medição. Se você colocar e retirar a vareta muito rápido pode ter uma leitura menor do que o que realmente deveria ser.
  6. Agora, finalmente retire a vareta e verifique a posição da coluna de óleo.
  7. Todas as varetas que eu conheço possuem uma marcação de mínimo e outra de máximo. Se o óleo estiver em qualquer posição entre estas duas marcas, seu veículo está ótimo e não precisa de mais óleo. Nenhum fabricante prescreve que você precisa trabalhar com o óleo próximo ao máximo e esta história de que está chegando ao mínimo só serve para você comprar óleo de motor desnecessáriamente.

Se você completar o óleo do motor acima do nível máximo (o que eu já ví acontecer em postos de gasolina) você não estará fazendo nenhum bem para seu motor. Na verdade, muito óleo no motor poderá aumentar a quantidade de "fumaça" emitida pelo seu veículo e, eventualmente, levar a uma perda de pressão e aumento inesperado da temperatura do motor (o que significa, diminuição da vida útil do mesmo).
Além disto é importante que, se realmente for necessário colocar óleo no motor, se saiba qual óleo você está comprando. O manual de cada veículo mostra as especificações dos óleos homologados para aquele motor específico.
Então, da próxima vez que um frentista pedir para verificar o nível do óleo, que tal ensinar para ele como se faz?

26 de set. de 2015

Outros 20 filmes na TV

E lá se vão mais vinte longas vistos na TV e, como de costume, uma pequena resenha de cada um deles:

Frozen: Ao ser coroada rainha, Elza acaba revelando poderes mágicos relacionados ao frio, mas o medo da população a faz abandonar a cidade, criando, sem querer uma maldição. Agora sua irmã, aliada a um minerador de gelo, deverão encontrá-la e ajudar a trazer o verão de volta. Excelente animação Disney, fugindo dos padrões convencionais e com uma trilha sonora fantástica.
Last Vegas: Ao anunciar seu casamento, o setentão Billy faz questão que seus três amigos inseparáveis de infância venham se juntar a ele em uma despedida de solteiro em Las Vegas, o que leva a situações muito engraçadas e a um melhor conhecimento de cada um deles. Muito bom e com um elenco de primeira.
A Million Ways to Die in the West: Um criador de ovelhas medroso acaba se envolvendo com a esposa de um pistoleiro sem saber quem ela realmente é, o que o leva a descobrir que ele pode ter muito mais coragem do que imaginava. Comédia que vale a pena apenas pela aparição especial do {SPOILER} Dr. Brown do Back to the Future {SPOILER}.
Rise of the Guardians: Quando o pesadelo começa a ganhar força e tornar as crianças cheias de medo, os guardiões: Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman, terão que pedir ajuda a um novo guardião: Jack Frost. O problema é que ele não acredita em si mesmo. Boa animação.
Frozen: e Frozen mais uma vez... crianças em casa... sabe como é... hehehehehehehehehe...
Jack Ryan: Shadow Recruit: Após receber uma medalha por salvar soldados no Afeganistão, Jack Ryan sai do exército mas é recrutado pela CIA como analista de economia, vindo a desvendar um plano para destruir a economia americana. Interessante, mas não espere demais.
The Expendables 3: Agora a tarefa é pessoal, pois a turma dos mercenários tem que derrubar um traficante de armas que originalmente era um dos fundadores dos mercenários. Continuando com a receita de sucesso de cenas de ação e um monte de atores aposentados este terceiro filme continua bem engraçado.
Harry Potter and the Goblet of Fire: Harry Potter se vê obrigado a participar do torneio Tri-Bruxo, enfrentando perigos que ele nem imaginava. Mas o que ele realmente não imaginava é o plano por trás dos eventos. Pena que esta adaptação já não tenha sido feita em duas partes, pois ficou muito cortada em relação ao livro.
Doctor Who: The Infinite Quest: Nesta animação o Doutor e Martha Jones tem que seguir uma série de pistas em uma corrida contra um bandido espacial na procura de uma lendária nave perdida que pode dar a qualquer um o desejo de seus corações. Animação picareta e história também...
The Hunger Games: Catching Fire: No segundo filme dos jogos vorazes, Katniss, apesar de já ter vencido os jogos, é colocada novamente na arena para servir de exemplo aos revoltosos. Mas em uma sequência fantástica de eventos, ela se vê com novos aliados e inimigos.
The Hunger Games: Mockingjay - Part 1: Depois de destruir os jogos de uma vez, Katniss se vê no distrito 13 onde ela deverá decidir se será o símbolo de uma nova revolução ou não, tendo que lutar não apenas pela sobrevivência, mas também em uma arena de política na qual ela não tem tanto controle.
Beautiful Creatures: Um jovem que quer desesperadamente escapar de sua cidade interiorana encontra o amor em uma nova garota da escola, mas não imaginava o quanto este relacionamento poderia ser perigoso para ele. Um filme interessante, mas nada além disto.
Tusk: O dono de um podcast sensacionalista viaja para o Canadá atrás de um rapaz que cortou a própria perna, mas quando ele não encontra a matéria, se vê atraído por um anúncio de um homem que alega poder contar as mais fantásticas aventuras. Atrás de mais uma matéria ele se coloca em um perigo sem igual. E da mesma forma este filme também é ruim sem igual.
The Italian Job: Após um roubo bem sucedido, um dos integrantes do grupo trai os colegas e foge com todo o ouro. Agora os sobreviventes tem uma dívida de honra para reaver o ouro e vingar seu ex mentor morto. Excelente refilmagem, que me deu vontade de assistir a versão original.
Earth to Echo: Um grupo de amigos inseparáveis está para ser separado porque seu bairro vai deixar de existir para a construção de uma rodovia. Em sua última noite juntos eles resolvem explorar um mapa que apareceu em seus celulares, sem imaginar que encontrarão a aventura de suas vidas. Filme bem interessante, gravado no estilo das Bruxas de Blair.
Donnie Darko: Depois de ter sobrevivido a um bizarro acidente, um jovem problemático começa a ver um coelho gigante tenebroso que conversa com ele e o convence a fazer uma série de crimes, culminando em um final completamente inesperado. Tão inesperado que não dá para entender... pode deixar para lá.
Intouchables: Baseado em uma história real, um aristocrata acaba por contratar um ex-presidiário como seu cuidador, levando a uma amizade sem igual e um melhor entendimento da vida para ambos. Excelente filme.
Alan Partridge: Alpha Papa: Quando um conglomerado assume a direção de uma rádio local e despede um dos radialistas mais velhos, ele fica louco e sequestra a estação. Mas Alan, um dos famosos radialistas, resolve que esta seria uma excelente alavanca para sua fama e se coloca em situações inusitadas. O filme é péssimo e dá vontade de que o personagem principal morra...
Iron Sky: Após a derrota em 45, alguns nazistas se escondem no lado escuro da lua e, em 2015, eles retornam à Terra para tomar o controle, mas de uma forma muito estranha. Comédia que eu normalmente daria nota 3 ou 4, mas que, devido ao final, mereceu uma nota 7.
Lawrence of Arabia: Baseado na história real de um soldado inglês que, durante a Primeira Guerra Mundial, tornou-se conhecido pela alcunha de Lawrence da Arábia após lutar junto com beduínos e ajudar a criar a nação árabe. Fabuloso filme que muitos fingem já ter visto.

Espero que tenham gostado e eu retorno com mais resenhas daqui a 20 filmes.

21 de set. de 2015

Se você não conhece Catan...

...você nem imagina o que está perdendo.
Catan, ou no original Die Siedler von Catan (Os Colonizadores de Catan) é um jogo alemão de autoria de Klaus Teuber que já tem mais de 22 milhões de cópias vendidas em mais de 30 diferentes idiomas. Mas o que o torna tão especial?
Detalhe do tabuleiro da versão original
Catan foi lançado em 1995 pela Kosmos, na Alemanha, representando uma ilha que é composta de hexágonos de 5 diferentes terrenos. No início de cada rodada, o jogador que tem a vez rola dois dados e soma o resultado dos mesmos. Sobre cada terreno existe uma ficha numerada com valores de 2 a 12. Quando um destes valores é rolado nos dados, os terrenos nos quais as fichas se encontram produzem matérias primas (também em 5 variedades diferentes, dependendo do terreno que a produziu) para todos os jogadores que possuírem colônias ou cidades neste terreno.
Isto significa que você recebe matérias primas, se der sorte de estar nos terrenos corretos, mesmo fora da sua jogada.
O objetivo destas matérias primas é conseguir obter combinações específicas das mesmas para evoluir sua colonização, através da construção de estradas, outras colônias ou a expansão de uma colônia em uma cidade. Cada nova construção vale ao jogador pontos e o primeiro que conseguir 10 pontos é o ganhador.
Mas o que torna o jogo interessante é que, através das matérias primas provenientes dos terrenos diretamente para os jogadores, chegas às combinações exatas necessárias para as construções é extremamente difícil. Para isto, durante sua jogada, você pode negociar a troca de matérias primas com outros jogadores (troco duas pedras por um tijolo...), o que faz com que, mais uma vez, esteja jogando ativamente mesmo quando não é sua vez.
Além disto, os hexágonos com os terrenos são montados de uma forma aleatória a cada novo jogo, o que faz com que você tenha uma ilha completamente diferente a cada nova partida.
Muitos jogadores mais experientes não suportam Catan por dizerem que ele é muito dependente de sorte na rolagem dos dados, mas graças a Catan que o mercado internacional de jogos de tabuleiro conheçe o termo EuroGame, que é utilizado para jogos de 3 a 6 jogadores (uma família), com regras simples o bastante para serem rapidamente aprendidas, mas com uma complexidade razoável, alta re-jogabilidade e na qual você participa do jogo mesmo fora da sua vez. Em outras palavras, ele é o pioneiro no ramo.
Além disto, Catan é um excelente jogo para iniciantes que querem começar a se aventurar no mundo dos tabuleiros. Na minha experiência quase todos que jogam Catan como seu primeiro jogo "sério", gostam. Este é um motivo pelo qual sempre sugiro ele em mesas de novatos.
Detalhe da edição atual da Grow
E para comemorar os 20 anos de seu lançamento, a Kosmos solicitou aos diversos editores mundo afora que atualizassem suas versões para o novo conceito gráfico, e a Grow, que atualmente vende Catan no Brasil, já o fez. Agora o Catan vendido aqui é 100% compatível com uma infinidade de variantes e expansões que existem mundo afora, o que faz com que exista um praticamente um Catan para cada gosto.
Se você tiver interesse a Grow vende o Catan neste link. E o site oficial de Catan na Alemanha é Catan.de.
Mesmo que você nunca tenha jogado nada, eu realmente recomendo que você dê uma chance ao Catan. Eu acho que vai valer a pena.

13 de set. de 2015

A beleza está no olho do observador

O pessoal da Superdrug Online Doctor fez uma coisa bem interessante: deram uma imagem feminina para designers ao redor do globo retocarem com base em suas percepções de beleza, e o que voltou como resultado foram coisas bastante distintas.


Embora em alguns casos o retoque tenha sido apenas superficial, em outros a foto original é praticamente irreconhecível (Itália e China, estou falando de vocês).
E é interessante notar como o padrão de beleza é completamente diverso dependendo de onde você está e de seus padrões culturais.
A tabela abaixo mostra qual o peso estimado de cada uma das "modelos", onde podemos ver que a variação é enorme.


Em última análise, a beleza realmente está em quem observa (e ela varia bastante)...

Se você quiser ver o estudo completo, acesse Superdrug Online Doctor.

7 de set. de 2015

Ave Caesar


Neste feriado estreei Ave Caesar, um jogo recém publicado no Brasil pela Grow, com arte inédita de um ilustrador nacional que também fez War: Império Romano (infelizmente não sei o nome dele, mas se descobrir, posto aqui).
Em Ave Caesar cada jogador é um gladiador que disputa a primeira colocação em uma corrida de bigas para o deleite do imperador.
A corrida é travada em uma das inúmeras variações de jogos de corrida: as pistas possuem campos marcados e cada jogador possui um deck de cartas de movimento com valores entre 1 e 6 (4 de cada). Deste deck, cada jogador possui sempre 4 cartas na mão e, em sua vez, escolhe qual irá utilizar para se mover.
Uma biga não pode ultrapassar o campo ocupado por outra, o que faz com que um pouco de malícia, travando trajetos mais curtos ou bloqueando passagens, traga uma grande vantagem.
Além disto, cada jogador, ao longo da corrida, deve passar em um trecho na frente do imperador para pode saudá-lo. Este trecho é longo e estreito, o que faz com que o momento em que o cruzamos deva ser bem planejado, pois o jogador que não conseguir saudar o imperador não ganha nenhum ponto.
Como cada corrida é bem rápida, normalmente se recomenda jogar várias vezes e quem acumular mais pontos no total é o vencedor.
Ave Caesar é um jogo bastante leve, porém a Ravensburger, detentora dos direitos, cedeu a Grow algumas regras adicionais que não existiam no jogo original, com as quais é possível adicionar alguma complexidade para os jogadores mais experientes. Com as regras adicionais, por exemplo, é possível colocar gladiadores independentes que podem atrapalhar a corrida, ou também é possível tornar as cartas de sua mão menos aleatórias, através de um sistema de compras especial, tornando o jogo um bom trampolim para os iniciantes, mas também tornando o jogo atrativo para quem procura algo mais.
O jogo está muito bem acabado, com um inserto excepcional que mantém todo o conteúdo no lugar. O tabuleiro também está muito bem feito, com vincos no estilo dos tabuleiros mais antigos (você pode dobrá-lo para qualquer lado), o que é uma vantagem na hora de guardar o jogo.
Falando em tabuleiro, ele é impresso de dois lados, com uma pista mais simples na frente e uma mais complexa no verso. Infelizmente, na minha opinião, a única desvantagem do jogo também está no tabuleiro: as pistas não são as mesmas da primeira edição da Ravensburger, na qual era possível fazer variantes nos trajetos, o que nos dava até 8 trajetos diferentes (contando sentido horário e anti-horário), contra apenas 4 na versão nacional.
Resultado final: um bom jogo que agora poderá ser encontrado no Brasil.

Updated: foto do inserto.