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18 de nov. de 2024

Leitura para os Filhos

Hoje, ao escrever meu post sobre o último livro que terminei, lembrei-me que não estava sendo muito honesto quando aos livros que realmente li, porque, na verdade, tenho pelo menos mais 5 ou 6 livros já terminados que não comentara aqui, simplesmente por um motivo meio bobo: eu os estava lendo para meus filhos.

A um bom tempo atrás eu havia desenvolvido o hábito de ler para minha filha os livros que ela trazia da biblioteca da escola, antes dela dormir, fazendo meu melhor para fazer vozes diferentes para cada personagem, de modo que ela gostasse deste momento. Passei por muitos livros infantis desta forma e cheguei a ler diversas coleções que realmente recomendo, como do Bat Pat.

Nesta toada, resolvi ler para ela o Hobbit, afinal de contas, era um livro que Tolkies escrevera para os filhos, e deu super certo. Tão certo que eu continuei com este hábito com os gêmeos, muitas vezes lendo novamente livros que eu já havia lido para ela, como a coleção do Bat Pat e até mesmo o Hobbit.

E recentemente eu comecei a ler a coleção do Caça-Feitiços (que chegou a ter um filme muito ruim para o cinema). Nela você acompanha a história de Tom, um sétimo filho de um sétimo filho, o que, no mundo do livro, lhe concede alguns poderes especiais contra os poderes das trevas, como conseguir ver os espíritos.

Mas Tom não era um menino qualquer, pois se percebe desde o primeiro livro da série que ele tem algo especial, ao se tornar aprendiz de John Gregory, e começando a aprender o ofício do combate às forças das trevas.

Hoje já estou no livro 6 da série e só hoje percebi que não falei nada a respeito aqui... o que pretendo corrigir em breve com um resumo de cada um dos 5 que já li para os pequenos.

Isto dito, se você estiver lendo isto e tiver filhos, recomendo demais que tente fazer isto com eles, porque a experiência é muito gratificante e com certeza ficará na memória deles para sempre!

As Índias Negras

Neste último final de semana terminei de ler As Índias Negras, mais um romance de Júlio Verne da minha coleção e tentativa de terminar com todos os livros deste famoso escritor, agora com este originalmente publicado em 1877, quase 100 anos antes mesmo de eu nascer.

Em primeiro lugar, demorei até o final do livro e, ouso dizer, após o término par finalmente entender o título dele, que na verdade é uma alusão à riqueza impulsionada pela extração e utilização de carvão na revolução industrial comparada à riqueza gerada pela exploração das Índias em tempos anteriores.

Isto posto, já podemos até falar que praticamente toda a história se passa dentro de uma mina de carvão na Escócia, a Nova Aberfoyle (já que a mina original que se encontrava esgotada, chamava-se Aberfoyle), e gira em torno do engenheiro Jamie Starr e da família dos capatazes, os Ford e seu amigo, Jack Ryan.

A história serve, como em diversos outros livros do autor, de pretexto para explicar detalhadamente muitos aspectos da ciência e do cotidiano por trás da exploração do carvão, porém, desta vez, com uma história bem intrigante por trás.

A história começa quando o engenheiro é chamado pelo seu antigo capataz para visitar a mina esgotada de Aberfoyle, o que leva à descoberta de um jazigo de carvão muito maior que o original e cria a Nova Aberfoyle. Mas o intrigante em tudo isto é que muitos acontecimentos pouco fortuitos levam tanto os personagens quanto o leitor a crer que algo ou alguém não quer que o novo esforço de mineração aconteça.

No meio da história somos apresentados a novos personagens que não vou citar aqui para não estragar a surpresa dos que porventura ainda não conheçam este livro.

Mas infelizmente, todo este enredo acaba ficando um pouco vazio, com um desfecho da história simplório e sem nenhuma reviravolta ou surpresa. Uma pena, pois o potencial do livro prometia muito...


13 de out. de 2024

Miguel Strogoff

Dando seguimento ao meu esforço de leitura das obras completas de Julio Verne, cheguei a Miguel Strogoff, romance publicado em 1876, 100 anos antes de meu próprio nascimento, e acompanha as aventuras do correio do Czar, homônimo ao livro.

A história começa quando o já inexistente império russo é invadido pelos tártaros, comandados por Feofar Khan, e o imperador dá a Miguel a importante missão de percorrer mais de 5.500 km até Irkutsk com uma carta para seu irmão, colocando-o a par de importantes informações sobre um traidor das frentes russas que está ajudando o Khan, Ivan Ogaref.

A missão dada a Miguel, porém, deve permanecer em sigilo absoluto e o mesmo não deve mostrar a ninguém que se trata de um correio com tão importante informação, de modo que não seja perseguido pelos Tártaros e pelos traidores do império.

A aventura se desenrola, então, nesta travessia da Rússia já parcialmente ocupada pelos invasores e em guerra, na qual Miguel acaba encontrando diversos companheiros de viagem que, de tempos em tempos, aparecem e desaparecem da história.

Entre eles, se destacam Harry Blount e Alcide Jolivet, dois correspondentes de jornais, um inglês (o Daily Telegraph) e outro francês nunca nomeado, que são, inclusive, apresentados na história antes mesmo de Miguel fazer parte dela, e aparecem constantemente na narrativa fazendo de tudo para levar aos leitores de seus respectivos jornais as informações da invasão de formas muitas vezes jocosas e engraçadas para diminuir um pouco da tensão colocada no livro.

E junto deles ainda temos Nadja, a filha de um exilado que se encontra em Irkutsk e havia empreendido viagem para ver seu pai lá quando a invasão aconteceu e vê em Miguel um porto seguro para seguir sua viagem, além de ser uma das poucas personagens femininas da história.

A história é cheia de altos e baixos e repleta de tensão, com momentos impressionantes nos quais não conseguimos imaginar saída para Miguel e, muitas vezes, para seus companheiros ocasionais de viagem, com um final bem interessante e, em diversos aspectos, surpreendente.

7 de jan. de 2024

A Ilha Misteriosa

Dando seguimento à épica leitura das obras completas de Júlio Verne, chegamos à Ilha Misteriosa, romance de 1873 que acompanha a história de cinco náufragos de um balão.

Tentando escapar de uma cidade americana controlada pelos opositores durante a guerra de secessão americana, os cinco improváveis amigos roubam um balão durante o ataque de um furacão, o qual os leva para os confins do mar, até uma ilha aparentemente desabitada, o que os torna náufragos improváveis, pois não vieram de uma embarcação usual.

Inicialmente o engenheiro Cyrus é dado como morto na queda do aeróstato, mas após alguns dias, ele é encontrado ainda com vida, o que além de inesperado, já que ele é encontrado mais adentro na ilha, sem saber como lá chegou, providencial, pois, como em diversos livros de Verne, ele é a fonte inesgotável de saber, que lidera os demais, então, colonos da ilha batizada de Ilha Lincon.

A história segue, então, nas peripécias feitas pelos colonos não apenas para sobreviver, mas também para prosperarem na ilha, criando desde um refúgio quase inexpugnável até mesmo plantações, moinhos e tudo o mais.

Mas por mais impressionante que seja a capacidade estes colonos, diversos fatos misteriosos sempre parecem ajudá-los quando eles mais precisam, desde o salvamento Cyrus. E isto é o que torna este livro interessantíssimo: ele junta outros dois livros anteriores no mesmo universo compartilhado.

O primeiro, os Filhos do Capitão Grant, é conectado quando, ao descobrirem a existência de uma ilha próxima, a ilha Tabor, eles resolvem fazer uma carca para lá navegarem e, ao chegarem lá, encontram Ayrton, um dos algozes daquele livro, agora recuperado de seus crimes e tornado um sexto habitante da ilha Lincon.

Já o segundo livro é muito mais improvável, porque a figura misteriosa que parece ajudar os colonos é ninguém menos que o Capitão Nemo, 18 anos após os eventos finais de 20.000 Léguas Submarinas. O Nautilus havia sobrevivido ao Maelstorm e, após a morte dos seus tripulantes, um a um, fora buscar aposentadoria justamente na ilha Lincon, uma ilha não mapeada. O Capitão, ao ver os colonos, resolveu ajudá-los eventualmente, o que se torna extremamente providencial durante todo o livro.

E já que livro de mais de 100 anos não tem spoiler, ainda veremos novamente Robert, o Filho do Capitão Grant, pilotando o Denver e caminhando para a salvar os colonos que, no último capítulo do livro, sofrem um perrengue que nem a inteligência de Cyrus conseguiria contornar.

No fim das contas, o livro é surpreendentemente interessante, contando uma história empolgante e que liga os pontos entre duas outras obras do autor.

26 de ago. de 2023

Uma Cidade Flutuante

Continuando minha aventura literária de Júlio Verne, chegamos a Uma Cidade Flutuante, o qual narra as aventuras principalmente da travessia do atlântico dentro do Great Western, um navio de proporções enormes para a época, e que fora utilizado para passar o cabo telegráfico submarino anos antes da narrativa.

O livro, acompanha um dos viajantes que, por acaso, acaba encontrando um camarada antigo que busca atravessar o atlântico para se recobrar de uma desilusão amorosa. Mas para dar algum sentido ao livro, sua amada acaba casando obrigada com um patife, o qual se encontrava no navio, dando algum fundo para o livro que, em sua maior parte, simplesmente narra o cotidiano fantástico de um navio transatlântico naqueles tempos.

Sem a figura usual do cientista sabe-tudo, comum em vários livros de Julio Verne, este acaba sendo, comparado a muitos outros, apenas uma descrição técnica de como as coisas aconteciam e se desenrolavam durante uma viagem daquela magnitude, parando esporadicamente para acompanhar a vida dos hóspedes do navio.

Adicionalmente, soma-se que, neste livro, a única personagem feminina é vista como completamente desamparada e sem nenhuma chance de nada, a não ser que alguém venha resgatá-la... bom, até para quando foi escrito acho que isto era um pouco subestimar o poder feminino.

Em resumo, até agora o livro que menos me agradou de todos os que já li.

26 de mar. de 2023

20.000 Léguas Submarinas

 Continuando minha leitura dos livros de Julio Verne, cheguei a um dos mais clássicos, se não o mais clássico, deles: 20.000 Léguas Submarinas, o qual terminei durante minha viagem de férias.

O livro conta a história do naturalista Aronax, seu auxiliar Conseil, e o arpoador Ned Land que, após o naufrágio de seu navio, ordenado para caçar o “animal” que vinha assombrando os mares, acabam resgatados pelo famoso capitão Nemo. O animal nada mais era do que o Nautilus, o engenhoso submarino, provido de força elétrica e espantoso em toda sua construção.

Aos náufragos é feita uma oferta: eles seriam livres dentro do Nautilus, mas nunca mais poderiam deixar o submarino. Em troca eles teriam oportunidade de conhecer um mundo nunca antes visto por outros humanos.

Ao longo de 7 meses os três companheiros visitam locais inimagináveis, como a própria Atlântida e o polo sul, enfrentando junto do destemido capitão Nemo diversas aventuras, como o ataque do octópode gigante que, muito diferente do mostrado nos filmes, não é apenas um, mas um grupo que acaba matando um dos tripulantes.

Também muito diferente de todos os filmes, nunca chegamos a descobrir as reais motivações de Nemo, e o livro termina sem que saibamos sequer de o Nautilus sobreviveu ao Maelstrom ou não.

Curioso que mesmo os motivos que levam o estudioso Aronax a sair do submarino são estranhos e pouco convincentes, coisa que nos filmes também é retratada de forma diferente.

Ainda assim, o livro é muito mais do que vemos no cinema e em qualquer adaptação que já houvera lido, escutado ou assistido, porém, também muito menos por todos estes pontos abertos que deixam o leitor à própria sorte.

Como adendo, finalmente consegui compreender o título do livro: a distância total percorrida pelos companheiros enquanto em poder do Capitão Nemo.

7 de ago. de 2022

Os Filhos do Capitão Grant

Estes dias terminei de ler mais um dos livros da obra completa de Julio Verne, que adquirir por preço de banana na Amazon, para o Kindle, agora, Os Filhos do Capitão Grant, que na verdade, não é um livro, mas sim, três.

Os Filhos do Capitão Grant
Neste livro, vemos um rico escocês achar uma garrafa com uma mensagem de socorro vinda de um certo Capitão Grant, náufrago, que tem sua vida claramente em perigo e pede ajuda para seu resgate e dos poucos sobreviventes de seu naufrágio.

Após não conseguir ajuda do governo britânico e conhecer os dois filhos do capitão, um casal de adolescentes intrépidos que querem descobrir que fim levou seu pai, o próprio Edward Glenarvan, que encontrou a garrafa, resolve empreender ele mesmo a viagem de resgate, que o leva para a América do Sul.

No caminho encontramos o desastrado mas culto Paganel, geógrafo e cientista, que encontra-se no livro para, assim como o doutor o fazia em Capitão Hatteras, passar as informações científicas e históricas de todos os locais por onde nossos intrépidos heróis vão passando.

A aventura os leva a diversas aventuras e, por motivos que não vou contar aqui, muito além da América do Sul, passando pela Austrália e pela Nova Zelândia, com um final até que surpreendente, embora não de todo inesperado.

O mais impressionante em todos estes livros que estou lendo de Julio Verne é como ele consegue tantas informações e pormenores de tantos locais diferentes, assim como particularidades científicas, posto que este livro foi escrito antes 1866 e 1868.

1 de fev. de 2022

Censura do Holocausto nos EUA

Na semana passada eu li uma matéria que demorei a acreditar: no Tennessee, Estados Unidos, baniu MAUS, uma graphic novel de Art Spiegelman, ganhadora do prêmio Will Eisner, da escola, devendo a mesma ser substituída por outra obra.

Para quem não conhece, MAUS é uma biografia da história do avô de Art, um judeu que viveu o holocausto e chegou até mesmo a ir para Auschwitz. Mas o que surpreende na obra de Art é que, além de ele ter antropomorfizado os personagens (por exemplo, judeus são ratos, enquanto alemães são gatos e poloneses, porcos), ele conta a história do holocausto sem endeusar seu avô, mostrando que ele tinha, sim defeitos e muitas coisas que o próprio Art não gostava.

Mas, segundo o voto unânime do board desta escola, a obra não era apta a ser lida na escola, o que é um absurdo. Eu mesmo acho que li MAUS pela primeira vez com, talvez, 10 anos.

Isto mostra como estamos cada vez menos tolerantes.

9 de jan. de 2022

As Aventuras do Capitão Hateras

A algum tempo atrás comprei, em uma promoção bizarra da Amazon (que você ainda encontra aqui) um box para o Kindle contendo (acho) toda a biblioteca de Júlio Verne e venho, paulatinamente, lendo diversos livros dele.

Capa de As Aventuras do Capitão Hateras
O último foram As Aventuras do Capitão Hateras, que conta a história do supracitado capitão que tinha um sonho: ser o primeiro humano a chegar ao polo norte.

Para tal fim, o capitão não media esforços, tanto que, após algumas tentativas fracassadas, ele teve que construir um navio em segredo e contratar uma tripulação sem que a mesma soubesse a quem estava servindo e o propósito da viagem, pois do contrário, nenhuma pessoa serviria ao seu comando, mesmo com recompensas financeiras enormes.

Em cerca de 1/3 da primeira parte do livro, finalmente o capitão se revela e começamos a descobrir de quem ele realmente se trata e até que ponto ele está disposto a ir para chegar ao seu objetivo. E os desafios e riscos que ele decide correr são tão elevados que, durante muito tempo no livro você se vê torcendo para que ele não consiga atingir o polo e morra no meio do caminho.

Como diversos outros livros de Julio Verne, um bom volume do livro é recheado de dados científicos da época e de todo tipo de conhecimento da segunda metade do século XIX, o que pode deixar o livro bem denso para o publico comum. 

Ao final da primeira metade do livro, finalmente achamos que o capitão tem o que merece, pois ele realmente força a sorte muito mais do que seria possível, mas uma reviravolta acontece e o segundo livro, embora ainda tenha um capitão Hateras cego pelo seu objetivo, também tem uma série de outros contrapontos, personagens e situações que começam a lhe tornar menos odioso do que na primeira metade.

Não vou contar o fim do livro, mas basta dizer que, nos últimos capítulos, voltamos a ver Hateras da primeira metade e ele teve, na minha opinião, um fim justo.

Mas o melhor de todos os personagens do livro é o Dr. Clawbonny, um médico com conhecimentos científicos em praticamente todos os ramos e um conhecimento infinito, utilizado diversas vezes para salvar a todos de diferentes tipos de enrascadas ao longo de todo o livro. Ele, na minha opinião, e não Hateras, é o personagem principal do livro, a cola que mantém toda a história coesa e funcional.

 

4 de mai. de 2017

Hoje terminei de ler Messias de Duna, de Frank Herbert, segundo livro da grande saga de Duna que hoje é publicado no Brasil pela Aleph.
Doze anos após Paul tomar o poder de Duna, sua quase divindade está praticamente consolidada e ele já controla grande parte do universo conhecido, mas isto não impede um grupo de aliados incomuns de tentarem perpetrar um plano para eliminar Paul e sua irmã Aria, reassumindo o poder.
Mesmo com o poder da presciência Paul não consegue ver o que está por vir e seu destino está por um fio quando a teia de intrigas começa a se fechar ao seu redor e ao redor dos que ele ama.
Agora ele terá que tomar decisões extremamente dolorosas que afetarão todas as gerações por vir e levarão o universo ao seu destino final.
Como narrativa, Frank expande seu universo, contando mais sobre as raças e políticas de Duna e os demais planetas, mas como história, perde um pouco para o primeiro livro, que surpreendia pela narrativa empolgante e surpresas avassaladoras a cada página virada. Espero que esta diminuição no ritmo sirva apenas como trampolim para o próximo livro que tentarei ler na sequencia.

29 de dez. de 2016

O Hobbit

Hoje eu terminei de ler, não pela primeira vez, O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, e que no Brasil é publicado pela Martins Fontes.
Mas o diferente é que desta vez eu li a história inteira para minha filha que, hoje, tem 5 anos e meio. Obviamente o livro foi lido em doses homeopáticas antes de ela is para a cama, e nem todos os dias, o que fez com que leitura do livro durasse praticamente o mesmo tempo que a aventura do Sr. Bolseiro, um ano de leitura.
Honestamente, quando comecei esta empreitada, a pouco mais de um ano atrás eu não tinha certeza se ela realmente iria querer continuar a ler a história até o fim ou se iria parar no meio, pois o estopim foi a festa de aniversário de 2 anos dos irmãos mais novos, cujo tema foi o Hobbit. Esta festa despertou a vontade de ela saber mais sobre Bilbo e suas aventuras e eu disse que leria para ela.
Algumas semanas ela preferiu que a mãe lesse outras coisas antes de dormir, mas ela sempre, de tempos em tempos, queria que eu continuasse a história e, embora em algumas partes, eu tivesse que reler alguns trechos que ela não lembrava-se bem e tivesse que adicionar comentários meus sobre trechos que ela não compreendia e pedia por ajuda, foi uma experiência fabulosa.
E o que eu mais gostei é que ela pareceu gostar da experiência tanto quanto eu, posto que ela já pediu o próximo livro: Harry Potter.
Quem tiver oportunidade, recomendo tentar a mesma experiência.

18 de nov. de 2016

Duna

Estou meio displicente com meu Blog, principalmente devido ao trabalho que ando tendo para manter meu canal de jogos de tabuleiro no YouTube em dia, porém ainda estou conseguindo ler.
E a poucos dias atrás eu terminei Duna, de Frank Herbert, o qual eu li na primeira edição em português, feita lá no início dos anos 80.
O bom é que quem quiser ler Duna hoje encontra ele em nova edição pela editora Aleph.
Duna é o primeiro livro de vários que conta a história da Paul Atreides, o filho de um duque que é traído pelo império e por uma família rival, e é deixado para ser morto no deserto de Arrakis, um planeta praticamente sem água mas que gera o produto mais importante do universo: a especiaria, um alimento que prolonga a vida.
Mas Paul, através de uma séria de coincidências ou destino acaba sendo salvo por um grupo de moradores do deserto, os Freemen, que adotam ele para que, futuramente, ele venha a se tornar o seu líder em uma reconquista do planeta e de seu posto ducal.
Uma excelente obra de ficção cujo final deixa você com gosto de quero mais (tanto que já comecei a ler o livro que vem na sequência).
Vale muito a pena e espero que a edição nova esteja bem feita.

1 de nov. de 2016

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Durante minha viagem para a Feira de Jogos de Essen acabei tendo tempo de ler um pouco e terminei O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.
Neste clássico da ficção científica bem-humorada, o inglês Arthur Dent é salvo da destruição do planeta Terra graças a intervenção de um amigo, Ford Prefect, na verdade um alienígena que estava preso na Terra a espera de um transporte interestelar que convenientemente estivesse passando.
Mas o que na verdade parecia ter sido apenas uma bruta sorte para o pobre Dent, na verdade era muito mais do que isto, pois coisas completamente inesperadas acontecem a cada página do livro, levando até mesmo a uma trama cósmica de proporções inimagináveis.
Um hilário clássico que começa com as palavras acalmados "Não entre em pânico". Tão clássico para o gênero que a toalha (objeto mais importante para qualquer mochileiro das galáxias) tornou-se símbolo da cultura nerd.
Vale muito a pena ser lido.

8 de set. de 2016

Tintentot - Morte de Tinta

Finalmente terminei o livro Tintentot, terceiro livro da trilogia do Coração de Tinta de Cornelia Funke, que tem versão em português com o nome Morte de Tinta, pela Cia. das Letras.
No terceiro livro continua contando a história de Mô (Mortimer) e sua família que agora encontram-se dentro do livro Coração de Tinta, só que agora os perigos estão cada vez maiores.
Orpheus, outro leitor que tem do dom de criar coisas através da leitura, tomou as rédeas da história, levando-a para um final onde todos os seus inimigos devem ser destruídos, incluindo Mô e todos à sua volta.
Como se isto não representasse problema suficiente, o Rei quer vingança pelo que Mô fez com ele no livro anterior e não poupará esforços para fazer com que ele e, curiosamente, todos a sua volta sejam punidos.
O livro é muito bom, mas o final eu achei meio estranho. Não vou dar spoilers, mas uma reviravolta meio sem sentido foi feita de uma hora para outra (talvez na esperança de que houvesse um quarto livro) e, embora a história tenha um fim, não foi o melhor na minha opinião.

9 de jun. de 2016

Sherlock Holmes inspirou as ciencias forenses?

Por ocasião do aniversário de Sir Arthur Conan Doyle no final de Maio, Michael Regalski fez para a Quirk Books um infográfico mostrando todas as técnicas que hoje são aplicadas na ciência forense mas que, na época em que os livros de Sherlock Holmes foram publicados, eram pura ficção.


Teria o personagem criado por Sir Conan Doyle inspirado as ciências forenses ou apenas mostrado o que estava por vir?

23 de mar. de 2016

Parasita Vermelho

Hoje terminou de ler Parasita Vermelho, o segundo livro da série O Jovem Sherlock Holmes, escrito por Andrew Lane e publicado no Brasil pela Intrínseca.
Nele voltamos a ter uma aventura durante a adolescência de Sherlock Holmes, na qual ele descobre que o assassino de Lincoln, ao contrário do que todos pensam, ainda está vivo, e escondido na Inglaterra.
Infelizmente a descoberta desta informação custou caro para ele e um de seus melhores amigos agora se encontra nas mãos dos bandidos. Sherlock e seu tutor terão de se aventurar além mar, indo para os Estados Unidos, em busca de salvar não apenas seu amigo raptado, mas também um país inteiro.
A história, embora bem escrita, mostra um Sherlock Holmes muito infantil e imaturo e que, além de não ser lá muito inteligente, fica metendo os pés pelas mãos muito mais do a média, uma coisa que condiria com um Harry Potter, mas não com um Holmes.
Além disto existem muitas coisas que talvez sejam um pouco mudadas ou explicadas nos próximos livros, mas até agora ele possui uma veneração quase absurda pelo irmão Mycroft, o que definitivamente eu não lembro de ver na versão de Conan Doyle.
Além disto a forma como as coisas se desenrolam e os inimigos aparecem e desaparecem é no mínimo rápida demais para um bom livro, então, no frigir dos ovos, não achei um bom livro, mas como já tenho os próximos dois comprados, vamos ver se eles melhoram ou continuam na mesma toada.

14 de fev. de 2016

Cuidado com o Lado Sombrio da Força!

Hoje terminei um dos meus presentes de aniversário: Cuidado com o Lado Sombrio da Força!, adaptação do episódio VI de Guerra nas Estrelas (O Retorno de Jedi) feito por Tom Angleberger e publicado no Brasil pela Seguinte.
A adaptação foi extremamente bem feita, contando com detalhes que, às vezes, passam despercebidos por quem assiste ao filme. É tão bem feita que se você conhece bem o filme, pode claramente imaginar as vozes originais (e até a dos dubladores) falando enquanto você está lendo. Além disto ele possui diversas observações interessantes do próprio autor, sobre opiniões e pontos específicos da saga.
A história, para os poucos que nunca ouviram falar, conta como os rebeldes apostam tudo em um plano quase impossível para por fim ao perverso imperador, tentando desesperadamente restaurar a paz na galáxia.
Para que seu plano dê certo eles terão que enfrentar os mais bem treinados soldados do império e ainda contar com a sorte, ao mesmo tempo que outra batalha será travada em Luke Skywalker e seu pai, hoje o perverso Darth Vader, que quer convertê-lo para o lado negro da força.
O único senão para o livro é que ele poderia ter sido escrito em um terço do espaço, pois a tipografia e espaçamento utilizados parecem ter sido feitos de modo a que o livro ocupe mais espaço.

11 de fev. de 2016

Das Buch der Sith

Hoje terminei de ler Das Buch der Sith, publicado em alemão pela Oetinger e que tem uma versão em português.
O livro, escrito por Daniel Wallace, se faz passar por um apanhado de textos do lado negro da força de Star Wars, compilado pelo Imperador Palpatine ao longo de sua ascensão ao trono. Ele junta peças que vão desde a guerra dos Sith, passando pela introdução da regra dos dois e até mesmo um texto compilado pelo próprio imperador após a fundação do império.
Embora o resultado seja bem interessante, principalmente pelas observações rabiscadas nos rodapés feitas por Luke Skywalker, o próprio imperador, Vader e outros personagens importantes da saga Star Wars, muitos textos são estranhamente escritos, fazendo que com seja um livro ligeiramente pior do que o Manual do Jedi (livro gêmeo do lado claro da força).
Mas o que realmente deixa o livro um pouco fora de contexto hoje é que muito do que aparece nele não é mais considerado cannon: após a aquisição da legenda Star Wars pela Disney, muito do material previamente publicado foi cinsiderado Legend, ou seja, não fazem mais parte da saga oficial. Como o livro e muitos de seus comentários provém do universo expandido, muita coisa nele agora é legend, embora outras sejam claramente cannon, e a diferenciação entre ambos é muito difícil.
Mas mesmo com esta desvantagem em mente o livro ainda é uma fonte interessante de informação (e ainda podemos esperar algum dia uma revisão do mesmo... hehehehehehehe...)

31 de jan. de 2016

Das Buch ohne Gnade

Tentando realmente realizar uma das minhas resoluções para este ano (ler bem mais que no ano passado), acabo de terminar Das Buch ohne Gnade, livro de um autor que ainda consegue se manter anônimo e publicado em alemão pela Bastei Lübbe, infelizmente, ainda sem tradução para português.
Ele é o terceiro livro da série que mostra as aventuras (ou desventuras) do assassino Bourbon Kid, e trata-se de um prequel, que mostra alguns acontecimentos entre os flashbacks mostrados no segundo livro (Das Buch ohne Staben) e o primeiro (Das Buch ohne Name).
Aqui Bourbon Kid acaba indo parar no Hotel Passadena, onde um concurso de imitadores de cantores já falecidos está acontecendo. O problema é que muitas outras coisas estão acontecendo ao mesmo tempo que o concurso e este hotel tem um problema muito maior com mortos-vivos que Santa Mondega, cenário dos dois outros livros.
Logo ao chegar Bourbon Kid é contratado para matar quatro dos competidores, de modo a deixar apenas um concorrente ganhar o grande prêmio e assinar um contrato milionário. Mas as aparências podem enganar muito e mesmo este contrato não é o que parece ser.
Cheio de situações hilárias ao longo da história e reviravoltas malucas, o livro é bem divertido e mantém o leitor querendo saber mais.
Um excelente livro que, espero, logo esteja disponível em português.

2 de jan. de 2016

Das Buch ohne Staben

Depois de quase seis meses longe deste livro (e com até alguns outros títulos entrando na frente), finalmente resolvi terminar Das Buch ohne Staben lendo quase 300 páginas nos últimos dias de 2015 e deixando somente o restinho para o primeiro dia de 2016.
Neste livro, uma continuação de Das Buch ohne Namen, um autor que até hoje (mesmo já publicando 4 livros que fizeram sucesso na Europa) ainda consegue se manter anônimo e desconhecido, continua a história de Boubon Kid, um assassino serial que, ao mesmo tempo, é o anti-herói desta história hilária que, infelizmente, ainda não tem tradução para o português.
Agora o escritor conta mais sobre as origens de Boubon Kid e o que o leva a ser o assassino serial que é hoje. Voltando aos dias atuais, após ter destruído o líder dos vampiros que infestam Santa Mondega, Bourbon vai se envolver mais uma vez com o submundo tenebroso desta cidade, só que agora o problema se tornará pessoal, pois seu irmão mais novo está envolvido na trama.
Enfrentando novamente vampiros, lobisomens e, desta vez, até múmias, o livro é cheio de reviravoltas e piadinhas espalhadas a cada página. Somente as primeiras 100 páginas são meio paradas (o que fizeram eu demorar tanto para engrenar na leitura).
De qualquer modo, um livro muito bom para quem conseguir ler em outro idioma (pelo menos por enquanto).