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22 de set. de 2016
Small World - Como Jogar
Desta vez ensinamos como jogar Small World, uma reimplementação de um jogo mais antigo, Vinci, publicado no Brasil pela Galápagos.
7 de set. de 2016
Deutscher Spiele Preis
Para aqueles que gostam de jogos de tabuleiro, como eu, acaba de ser divulgado o ganhador do Deutscher Spielepreis, um prêmio de jogos dado todo ano na Alemanha e cuja escolha é feita através da votação de jogadores, como eu.
Cada jogador tem direito a um voto no qual ele elege os melhores jogos do ano na sua opinião, e quem tiver mais votos ganha.
E o grande ganhador deste ano, bem merecido na minha opinião, foi Mombasa, publicado pela Eggertspiele.
A lista completa dos jogos ganhadores é a seguinte:
1. MOMBASA de Alexander Pfister (Eggertspiele e Pegasus)
2. CODENAMES de Vlaada Chvatil (CGE)
3. T.I.M.E STORIES de Manuel Rozoy (Space Cowboys)
4. PANDEMIC LEGACY de Matt Leacock e Rob Daviau (Z-Man Games)
5. MYSTERIUM de Oleksandr Nevskiy e Oleg Sidorenko (Libellud)
6. KARUBA de Rüdiger Dorn (HABA)
7. ISLE OF SKYE de Andreas Pelikan e Alexander Pfister (Lookout)
8. IMHOTEP de Phil Walker-Harding (Kosmos)
9. 7 WONDERS DUELL de Bruno Cathala e Antoine Bauza (Repos)
10. NIPPON de Nuno Bizarro Sentiero e Paulo Soledade (What's Your Game)
Cada jogador tem direito a um voto no qual ele elege os melhores jogos do ano na sua opinião, e quem tiver mais votos ganha.
E o grande ganhador deste ano, bem merecido na minha opinião, foi Mombasa, publicado pela Eggertspiele.
A lista completa dos jogos ganhadores é a seguinte:1. MOMBASA de Alexander Pfister (Eggertspiele e Pegasus)
2. CODENAMES de Vlaada Chvatil (CGE)
3. T.I.M.E STORIES de Manuel Rozoy (Space Cowboys)
4. PANDEMIC LEGACY de Matt Leacock e Rob Daviau (Z-Man Games)
5. MYSTERIUM de Oleksandr Nevskiy e Oleg Sidorenko (Libellud)
6. KARUBA de Rüdiger Dorn (HABA)
7. ISLE OF SKYE de Andreas Pelikan e Alexander Pfister (Lookout)
8. IMHOTEP de Phil Walker-Harding (Kosmos)
9. 7 WONDERS DUELL de Bruno Cathala e Antoine Bauza (Repos)
10. NIPPON de Nuno Bizarro Sentiero e Paulo Soledade (What's Your Game)
23 de ago. de 2016
Romir's Play House - Carcassonne
Atualizando os vídeos do meu canal de explicação de regras, foi a vez de mostrarmos outro clássico, Carcassonne, de Klaus-Jürgen Wrede, publicado no Brasil pela Grow.
31 de jul. de 2016
Romir's Play House - Istanbul
Hoje, na Romir's Play House, eu postei um vídeo explicando as regras de Istanbul.
Espero que gostem.
28 de jul. de 2016
Tradução Profissional - Istanbul
Vários amigos meus sabem que, no último ano, acabei fazendo alguns trabalhas de tradução como Freelancer. E agora o primeiro jogo cujas regras foram traduzidas por mim já está em pré-venda: Istanbul, de Rüdiger Dorn, publicado no Brasil pela Grow.
A Grow enviou uma cópia do jogo final para mim antes da colocação efetiva dele no mercado e o produto final ficou muito bom. Caixa, manual, material e componentes não deixaram nada a desejar para os jogos publicados lá fora.
Para quem não conhece, em Istanbul você é um negociante que dispõe de alguns assistentes para fazer negócios no distrito do bazar, que é composto de uma série de locais, cada um com efeitos diferentes, e que são posicionados de forma diferente a cada partida.
A cada rodada você move seu negociante juntamente com seus assistentes. O problema é que, para realizar uma ação você deve deixar um assistente no local, ou recolher um que estava lá de jogadas anteriores. Isto faz com que você tenha que planejar antecipadamente sua jogada de modo a não ficar sem ajudantes e perder boas oportunidades de negócios.
Se vocês tiverem interesse, o jogo pode ser encontrado aqui.
A Grow enviou uma cópia do jogo final para mim antes da colocação efetiva dele no mercado e o produto final ficou muito bom. Caixa, manual, material e componentes não deixaram nada a desejar para os jogos publicados lá fora.
| Com direito a nome na caixa |
Para quem não conhece, em Istanbul você é um negociante que dispõe de alguns assistentes para fazer negócios no distrito do bazar, que é composto de uma série de locais, cada um com efeitos diferentes, e que são posicionados de forma diferente a cada partida.
A cada rodada você move seu negociante juntamente com seus assistentes. O problema é que, para realizar uma ação você deve deixar um assistente no local, ou recolher um que estava lá de jogadas anteriores. Isto faz com que você tenha que planejar antecipadamente sua jogada de modo a não ficar sem ajudantes e perder boas oportunidades de negócios.
Se vocês tiverem interesse, o jogo pode ser encontrado aqui.
21 de jul. de 2016
Romir's Play House - Tides of Time
Agora foi a vez de explicar como jogar Tides of Time, um jogo para duas pessoas excepcional publicado originalmente pela Portal Games e, atualmente, no Brasil pela Funbox.
20 de jul. de 2016
Romir's Play House - Pictureka!
Neste vídeo do Romir's Play House eu ensino a jogar Pictureka!, um jogo que começou como um projeto próprio chamado de Project X e acabou sendo vendido para a Hasbro que hoje o publica mundialmente.
Neste vídeo, além das regras atuais, também explicamos as alterações que elas sofreram desde os tempos de Project X até hoje.
Neste vídeo, além das regras atuais, também explicamos as alterações que elas sofreram desde os tempos de Project X até hoje.
18 de jul. de 2016
Romir's Play House - Ave Caesar
A um tempo atrás eu comentei sobre um jogo chamado Ave Caesar, publicado pela Grow no Brasil.
Agora chegou a vez de explicar as regras deste jogo bastante interessante para quem está ingressando no mundo dos jogos de tabuleiro.
Agora chegou a vez de explicar as regras deste jogo bastante interessante para quem está ingressando no mundo dos jogos de tabuleiro.
12 de jul. de 2016
Romir's Play House: 7 Wonders Leaders
E atualizando as explicações que andei colocando no meu canal no YouTube, abaixo segue a explicação de 7 Wonders Leaders, uma expansão para o jogo 7 Wonders que está disponível no Brasil pela Galápagos.
Nesta expansão são colocados diversos líderes históricos que podem ser contratados pelos jogadores, cada um com uma habilidade especial diferente que pode trazer vantagens táticas para cada civilização, adicionando um fator a mais a ser considerado no jogo e criando uma boa variação para aqueles que já se acostumaram com o jogo básico.
Espero que gostem e, se tiverem alguma dúvida, entrem em contato.
6 de jun. de 2016
Romir's Play House - 7 Wonders
Esta semana no Romir's Play House eu mostro como funciona o jogo 7 Wonders, um excelente jogo que arrematou todos os prêmios possíveis no ano de seu lançamento.
Espero que vocês gostem.
2 de jun. de 2016
Romir's Play House: Bang!
Esta semana foi a vez de ensinar o pessoal a jogar Bang!, um jogo muito interessante para iniciantes e grandes grupos, podendo ser jogado em até 7 jogadores (8 com uma expansão).
25 de mai. de 2016
Romir's Play House: Citadels - Cidade das Sombras
Na semana passada eu publiquei no meu canal no YouTube a explicação da expansão Cidade das Sombras.
Espero que vocês gostem.
17 de mai. de 2016
Mitos sobre jogos de tabuleiro
Estava navegando no blog de um amigo meu, o Chips e Choppes, e encontrei um post dele já de 2013 que, na verdade, era referente a um post original de Bruno Faidutti, conhecido autor francês de jogos de tabuleiro (o post original pode ser encontrado aqui), no qual ele comenta sobre alguns mitos relacionados a jogos de tabuleiro.
É interessante ver como muitos deles, mesmo quase 4 anos depois de originalmente publicado, ainda é atual. Veja só na tradução livre abaixo:
1. Jogos são primeiramente e majoritariamente para crianças
Claro, adultos passam muito menos tempo jogando que crianças, provavelmente porque eles também passam muito mais tempo trabalhando e falando besteiras, mas isto não implica que jogos são especificamente infantis. Jogos são uma forma eficiente de deixar o mundo real por um momento e se refugiar em um mundo mais simples e arbitrário, uma coisa que adultos necessitam tanto quanto crianças. Em uma sociedade que se torna mais complexa a cada dia, adultos estão utilizando este refúgio de forma segura e sã. O mercado para jogos adultos, seja video-games ou jogos de tabuleiro, cresce rápido, e muitos jogos vendidos como jogos para crianças, como Jungle Speed, são frequentemente jogados por adultos. E sobre video-games, os vários artigos sobre os perigos de jogos on-line para adolescentes parecem bastante engraçados quando vemos que a idade média de jogadores de WoW é de mais de 30 anos.
2. Jogos on-line estão vagarosamente matando jogos de tabuleiro
Se isto fosse verdade, dado a sucesso de jogos on-line nos últimos 10 anos, os jogos de tabuleiro já deveriam estar mortos a algum tempo. Mas a verdade é que eles estão vivos, e suas vendas estão crescendo. A realidade é exatamente o oposto. RPGs nos anos 80, jogos de cartas colecionáveis nos anos 90, jogos on-line e a renovação do poker nos últimos anos, todas estas tendências estão trazendo novas pessoas para os jogos de tabuleiro. Elas ajudam jovens adultos a perceberem que jogos não são apenas para crianças e estas pessoas passam a se interessar por outros tipos de jogos. Todas as pesquisas de mercado mostram que os grandes compradores de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são, majoritariamente, as mesmas pessoas. Como estas mesmas pessoas também estão comprado montes de quadrinhos e livros e vendo muitos filmes e séries de TV, podemos até conjecturar se estas pessoas estão tendo tempo para trabalhar, mas isto é uma outra pergunta.
O negócio de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são bastante similares e envolvem, frequentemente, as mesmas pessoas. Muitos autores de jogos podem criar ambos e muitas editoras movem-se de um para outro. Um bom exemplo disto é o jogo Angry Birds. Primeiramente ele foi uma adaptação de um jogo tradicional de feiras – conhecido em françês como Chamboultou. Agora o sucesso do jogo de computador foi reimplementado como um jogo de tabuleiro que tem exatamente o mesmo apelo do jogo de feita original.
(nota pessoal minha: e atualmente até mesmo evoluiu para um filme).
3. Os grandes sucessos ainda são apenas Banco Imobiliário (Monopoly), Detetive (Clue) e outros similares, e isto deverá permanecer assim.
Eu não conheco os números exatos – você tem que pagar para conseguí-los – mas, pelo menos na França, eu tenho certeza que as vendas de Jungle Speed, Time´s Up, Ticket to Ride, Catan: O Jogo, Dobble ou Werwolf não são ridículos quando comparados com jogos como Banco Imobiliário (Monopoly) ou Detetive (Clue). Alguns podem até considerar que os “velhos clássicos” são costumeiramente comprados por pessoas mais velhas que não entendem nada sobre jogos mais recentes e, corriqueiramente, compram eles para dar de presente para crianças que, provavelmente, não irão jogá-los ou talves os jogem apenas uma vez. A verdade é que os jogos clássicos ainda estão por aqui e muitos deles não são jogos ruins – eu mesmo gosto de Detetive – mas jogos mais recentes, e algumas vezes sutis, não devem ser desconsiderados e eles estão constantemente crescendo.
4. Um bom jogo também é uma ferramenta educacional
Exatamente o oposto. Jogos educacionais são jogos ruins, e não poderia ser o contrário. Eles devem ser repetitivos, didáticos e chatos. Eles não são desenvolvidos para ter jogabilidade, para capturar a atenção dos jogadores, mas para ensinar e fazer os jogadores entenderem alguma coisa. Não é de se espantar que eles sejam menos desafiadores do que jogos desenvolvidos para serem desafiadores. O grande prazer de jogar vem do total descolamento com o mundo real, da noção de que o jogo é inútil. Se ele não for inútil, se ele ensinar alguma coisa, então não é um jogo e não poderá ser jogado como tal. Assim como os velhos clássicos, os jogos educacionais são usualmente comprados por pais ou avós bem intencionados ou, algumas vezes, professores, e são impostos para os jovens que certamente prefeririam um jogo de verdade, como os que os adultos jogam.
Jogos são uma coisa, ensinar é outra. Como um jogador, criador de jogos e professor, eu tive muitas oportunidades de confirmar que a tentativa de aproximar os dois temas apenas torna a educação menos eficiente e os jogos menos excitantes.
5. Jogos não são feitos para serem levados a sério
Ao contrário do trabalho, o qual não deve realmente ser levado totalmente a sério, jogos devem ser jogador com a maior seriedade e dedicação. É uma má idéia você sempre tentar ser um ganhador na vida real, pois isto lhe trará desapontamentos e, muitas vezes, lhe fará parecer ridículo. Se em um jogo nem todos os jogadores estiverem tentando ganhar, então ele se tornará simplesmente sem sentido e entediante. A razão é que a vitória é o único objetivo, ao passo que ninguém tem a mínima idéia de qual é o objetivo da vida real.
Isto não significa que jogos não podem ser divertidos. Eu gosto de jogos divertidos e eu me considero um criador de jogos divertidos, mas diversão não é uma característica necessária em jogos, assim como não é em livros e filmes. Jogos podem ser divertidos, mas não precisam ser. Não exista absolutamente nada divertido em xadrez, Ticket to Ride ou Catan: O Jogo, mas isto não significa que as pessoas não possam se divertir quando jogar um deles. Isto é o que Blaise Pascal explicou em sua teoria da diversão e o que Freud posteriormente disse: o contrário de diversão não é seriedade, é realidade.
Se você quiser ver a edição do meu amigo Skip (bem mais curta), você pode encontrar aqui.
É interessante ver como muitos deles, mesmo quase 4 anos depois de originalmente publicado, ainda é atual. Veja só na tradução livre abaixo:
1. Jogos são primeiramente e majoritariamente para criançasClaro, adultos passam muito menos tempo jogando que crianças, provavelmente porque eles também passam muito mais tempo trabalhando e falando besteiras, mas isto não implica que jogos são especificamente infantis. Jogos são uma forma eficiente de deixar o mundo real por um momento e se refugiar em um mundo mais simples e arbitrário, uma coisa que adultos necessitam tanto quanto crianças. Em uma sociedade que se torna mais complexa a cada dia, adultos estão utilizando este refúgio de forma segura e sã. O mercado para jogos adultos, seja video-games ou jogos de tabuleiro, cresce rápido, e muitos jogos vendidos como jogos para crianças, como Jungle Speed, são frequentemente jogados por adultos. E sobre video-games, os vários artigos sobre os perigos de jogos on-line para adolescentes parecem bastante engraçados quando vemos que a idade média de jogadores de WoW é de mais de 30 anos.
2. Jogos on-line estão vagarosamente matando jogos de tabuleiro
Se isto fosse verdade, dado a sucesso de jogos on-line nos últimos 10 anos, os jogos de tabuleiro já deveriam estar mortos a algum tempo. Mas a verdade é que eles estão vivos, e suas vendas estão crescendo. A realidade é exatamente o oposto. RPGs nos anos 80, jogos de cartas colecionáveis nos anos 90, jogos on-line e a renovação do poker nos últimos anos, todas estas tendências estão trazendo novas pessoas para os jogos de tabuleiro. Elas ajudam jovens adultos a perceberem que jogos não são apenas para crianças e estas pessoas passam a se interessar por outros tipos de jogos. Todas as pesquisas de mercado mostram que os grandes compradores de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são, majoritariamente, as mesmas pessoas. Como estas mesmas pessoas também estão comprado montes de quadrinhos e livros e vendo muitos filmes e séries de TV, podemos até conjecturar se estas pessoas estão tendo tempo para trabalhar, mas isto é uma outra pergunta.
O negócio de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são bastante similares e envolvem, frequentemente, as mesmas pessoas. Muitos autores de jogos podem criar ambos e muitas editoras movem-se de um para outro. Um bom exemplo disto é o jogo Angry Birds. Primeiramente ele foi uma adaptação de um jogo tradicional de feiras – conhecido em françês como Chamboultou. Agora o sucesso do jogo de computador foi reimplementado como um jogo de tabuleiro que tem exatamente o mesmo apelo do jogo de feita original.
(nota pessoal minha: e atualmente até mesmo evoluiu para um filme).
3. Os grandes sucessos ainda são apenas Banco Imobiliário (Monopoly), Detetive (Clue) e outros similares, e isto deverá permanecer assim.
Eu não conheco os números exatos – você tem que pagar para conseguí-los – mas, pelo menos na França, eu tenho certeza que as vendas de Jungle Speed, Time´s Up, Ticket to Ride, Catan: O Jogo, Dobble ou Werwolf não são ridículos quando comparados com jogos como Banco Imobiliário (Monopoly) ou Detetive (Clue). Alguns podem até considerar que os “velhos clássicos” são costumeiramente comprados por pessoas mais velhas que não entendem nada sobre jogos mais recentes e, corriqueiramente, compram eles para dar de presente para crianças que, provavelmente, não irão jogá-los ou talves os jogem apenas uma vez. A verdade é que os jogos clássicos ainda estão por aqui e muitos deles não são jogos ruins – eu mesmo gosto de Detetive – mas jogos mais recentes, e algumas vezes sutis, não devem ser desconsiderados e eles estão constantemente crescendo.
4. Um bom jogo também é uma ferramenta educacional
Exatamente o oposto. Jogos educacionais são jogos ruins, e não poderia ser o contrário. Eles devem ser repetitivos, didáticos e chatos. Eles não são desenvolvidos para ter jogabilidade, para capturar a atenção dos jogadores, mas para ensinar e fazer os jogadores entenderem alguma coisa. Não é de se espantar que eles sejam menos desafiadores do que jogos desenvolvidos para serem desafiadores. O grande prazer de jogar vem do total descolamento com o mundo real, da noção de que o jogo é inútil. Se ele não for inútil, se ele ensinar alguma coisa, então não é um jogo e não poderá ser jogado como tal. Assim como os velhos clássicos, os jogos educacionais são usualmente comprados por pais ou avós bem intencionados ou, algumas vezes, professores, e são impostos para os jovens que certamente prefeririam um jogo de verdade, como os que os adultos jogam.
Jogos são uma coisa, ensinar é outra. Como um jogador, criador de jogos e professor, eu tive muitas oportunidades de confirmar que a tentativa de aproximar os dois temas apenas torna a educação menos eficiente e os jogos menos excitantes.
5. Jogos não são feitos para serem levados a sério
Ao contrário do trabalho, o qual não deve realmente ser levado totalmente a sério, jogos devem ser jogador com a maior seriedade e dedicação. É uma má idéia você sempre tentar ser um ganhador na vida real, pois isto lhe trará desapontamentos e, muitas vezes, lhe fará parecer ridículo. Se em um jogo nem todos os jogadores estiverem tentando ganhar, então ele se tornará simplesmente sem sentido e entediante. A razão é que a vitória é o único objetivo, ao passo que ninguém tem a mínima idéia de qual é o objetivo da vida real.
Isto não significa que jogos não podem ser divertidos. Eu gosto de jogos divertidos e eu me considero um criador de jogos divertidos, mas diversão não é uma característica necessária em jogos, assim como não é em livros e filmes. Jogos podem ser divertidos, mas não precisam ser. Não exista absolutamente nada divertido em xadrez, Ticket to Ride ou Catan: O Jogo, mas isto não significa que as pessoas não possam se divertir quando jogar um deles. Isto é o que Blaise Pascal explicou em sua teoria da diversão e o que Freud posteriormente disse: o contrário de diversão não é seriedade, é realidade.
Se você quiser ver a edição do meu amigo Skip (bem mais curta), você pode encontrar aqui.
15 de mai. de 2016
Romir's Play House: Citadels
E exatamente uma semana após a publicação do primeiro vídeo com explicações de regras de jogos no YouTube, já segue mais um, desta vez explicando Citadels, um excelente e premiado jogo de cartas.
Espero que vocês gostem.
9 de mai. de 2016
Romir's Play House - Catan: O Jogo
Alguns dos meus amigos já sabiam que estava montando um canal no YouTube para explicação de jogos de tabuleiro e ontem, 8 de maio, abri oficialmente o canal com um vídeo explicando Catan, o primeiro jogo da minha coleção.
Já tenho outras explicações em fase de acabamento e espero conseguir manter o canal ativo, dando preferencia para jogos que existam em português ou sejam fáceis de encontrar no Brasil.
Espero que vocês gostem e se inscrevam no canal que pode ser acessado aqui.
29 de mar. de 2016
Você quer jogar hoje à noite?
Então você reune os amigos e não sabe bem o que jogar? Seus problemas acabaram, pois com este simples fluxograma você encontra o jogo ideal para qualquer ocasião...
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| Clique na imagem para ampliar |
Obviamente não é tão simples assim, mas a idéia e a execução do fluxograma estão espetaculares.
O original eu encontrei no Isgur, neste link.
15 de out. de 2015
Catan Big Game
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| Catan Big Game |
A tentativa deste ano foi com uma variação de Catan, na qual, através de algumas alterações simples nas regras gerais do jogo, consegue-se colocar uma quantidade qualquer de jogadores na mesma partida, variação conhecida como multi-catan.
Para aqueles que não tem nem idéia do que é Catan, sugiro que leiam este post, no qual dou uma visão geral do jogo, que atualmente é vendido pela Grow no Brasil. Para aqueles que já conhecem o jogo, basicamente você é colocado em uma longa mesa na qual você possui 5 vizinhos. A cada rodada os jogadores ativos estão de um lado da mesa e eles podem negociar com todos os seus vizinhos e construírem.
A posição inicial é fixa, dependendo de onde você senta, e todos começam com dias vilas e uma cidade.
| Eu (de amarelo) durante a partida |
Outra coisa diferente é que o ladrão não é utilizado nestas primeiras 15 rodadas. A partir de então, sempre que o ladrão é rolado os jogadores devem verificar o limite de cartas de mão (7) e, ao contrário do jogo normal, um novo valor é rolado e o ladrão é movido para lá. Ou seja, cada jogador tem seu próprio ladrão.
O jogo vai até 25 pontos, sendo que as primeiras construções em territórios vizinhos valem 2 pontos adicionais.
O sentimento durante o jogo é completamente caótico durante as primeiras rodadas, mas depois que você se acostuma com os 45 segundos, acaba até mesmo sobrando tempo... E não é que quebramos o record? 1040 jogadores na mesma partida.
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| Klaus Teuber (de jaqueta) |
E o mais legal, antes de começar o jogo, Klaus Teuber, o inventor de Catan, simplesmente procurou um lugar vazio e jogou junto conosco.
Uma experiência muito legal.
14 de out. de 2015
Feira de jogos de Essen - segunda parte
Geralmente eu tento escrever ao final de cada dia o que eu joguei e o que me impressionou na feira de Essen, mas confesso que no final do segundo dia estava tão cansado que, ao chegar no hotel, só consegui comer, arrumar as coisas que tinha comprado na mala e cair na cama, esperando para acordar bem cedo para o próximo dia. E isto acabou se repetindo até domingo, quando a feira acabou.
Então, o que farei, é um post grande falando de tudo o que experimentei, gostei e não gostei.
O primeiro jogo da sexta foi Dice City, da Artipia em colaboração com a AEG, no qual cada jogador deve construir uma cidade. Para tanto, cada jogador rola 6 dados, um em cada cor, e os coloca em um tabuleiro na posição mostrada pela combinação da cor do dado (linha) e do valor rolado (coluna). Cada posição permite você fazer uma coisa, como coletar matérias-primas ou recrutar poder militar. Dependendo do que você conseguiu na rodada, você pode colocar novas construções nas posições de seu tabuleiro, o que faz com que, se a combinação cor/valor cair em cima de uma destas novas construções, você tenha habilidades diferentes de apenas conseguir mais matérias primas ou poder militar. O problema neste jogo é que você praticamente não tem interação nenhuma com os oponentes. Existe uma forma de atacar as cidades dos outros para roubar matérias-primas, mas é muito mais vantajoso atacar os piratas que trazem pontos, então cada jogador joga por sí, o que, na minha opinião, não é muito bom.
Depois testei o protótipo de Infamous: The Pirate Wars. Neste jogo de cartas, seu objetivo é ter a melhor fragata, o que lhe trará pontos no final da partida. Para isto você deve baixar uma quantidade igual de cartas de navio, o que significa que você colocou este navio no mar. O problema disto é que um navio no mar também significa que ele poderá ser atacado pelos oponentes. O jogo é interessante, mas como joguei em apenas dois jogadores não pude testar completamente como ele se comporta em uma partida com mais pessoas. Vamos ver como ele se sai no ano que vem, quando será realmente publicado.
Scape, da GDM, foi o jogo da sequencia. Ele me chamou atenção por poder colocar até 14 (isto mesmo, quatorze) pessoas na mesma partida. Basicamente cada jogador assume um de 3 papéis: oficial nazista, preso americano e preso inglês. O objetivo dos presos é fugir, e dos oficiais é impedir a fuga. Basicamente no seu turno você deve colocar uma das cartas da sua mão em uma das 5 posições do túnel que será utilizado na fuga. As cartas podem ser do preso inglês, do preso americano, de ambos ou do oficial nazista. Se, ao final do jogo, existir um oficial nazista como a carta mais acima de qualquer uma das 5 posições do túnel, os prisioneiros perdem. Se, no entanto, não houver nenhum oficial nazista, ganham os prisioneiros que mais tiverem cartas de seus prisioneiros. O negócio é que você não sabe quem está do seu lado e quem não está, exceto através que pequenos pedaços de informação que a utilização de algumas cartas de ação pode trazer. Comprei e estou ansioso por testar em um grupo grande.
Já em Steampunk Rally, você é um inventor famoso que está criando uma máquina para uma corrida entre inventores. A cada rodada os jogadores recebem 4 cartas que podem ser utilizadas como novas partes para sua máquina de corrida, como ações especiais ou podem ser descartadas para a obtenção de dados. Os dados são o alimento para as máquinas, que não funcionam por si, mas precisam de rolagem específicas para serem acionadas, provendo movimento e, eventualmente, outros efeitos. O problema é que, ao longo do jogo, partes de sua máquina de corrida vão se quebrando, então o jogo é uma corrida não apenas para chegar primeiro, mas também para manter sua máquina em constante crescimento. Bem interessante e divertido.
Em Super Motherload você é um minerador espacial em busca dos melhores minerais. O jogo é um deck-building alterado, no qual você tem usar suas limitadas ações (2 por rodada) até mesmo para comprar cartas. E ao contrário do que normalmente acontece nos deck-buildings, para adquirir novas cartas para seu deck, você deve conseguir minérios que somem um valor específico para "pagar" pelo contrato da nova carta, o que torna a melhoria do seu deck uma tarefa árdua. Uma variação bem vinda e que me agradou.
Terminei a sexta testando Siggil, um jogo com uma arte maravilhosa, porém com uma jogabilidade não tão boa assim. Um grupo de cartas abertas e fechadas é colocado em um intrincado padrão antes do jogo começar e, em sua rodada, você deve simplesmente pegar uma das cartas livres para sua mão (uma carta que não esteja parcialmente coberta por outra). O objetivo de acumular as cartas é que, eventualmente, uma de 7 cartas especiais chamadas de espíritos fica livre e você deve capturar esta carta através da utilização de pelo menos 3 cartas do mesmo valor ou da mesma cor que a do espírito. A partir do momento que você captura o espírito, ele também fica vulnerável a um contra-ataque do oponente, que pode usar uma quantidade maior de cartas para rouba-lo. Ao final da partida ganha quem tiver a maior quantidade de espíritos à sua frente.
Sábado foi dia de começar com Barony, da Matagot, no qual você é um nobre que pretende expandir seus domínios frente aos oponentes, enviando cavaleiros para fundarem novas vilas e evoluindo-as em cidades. Fundar vilas traz pontos de acordo com o terreno na qual elas são fundadas: em montanhas trazem poucos pontos, mas são protegidas contra ataques e, por exemplo, em pastos trazem muitos pontos, mas são alvos fáceis para os oponentes. O problema para os jogadores é que os cavaleiros são necessários para tudo, desde fundar cidades até defende-las e, como você possui apenas 9 e após suas ações eles precisam novamente ser trazidos ao tabuleiro, isto leva a um dilema sobre como utiliza-los.
Na sequência veio Signorie, da What's Your Game?, no qual você é o patriarca de uma família importante na Itália medieval. Desta forma, seu objetivo principal é casar suas filhas com proeminentes famílias italianas, ao passo que você deve formar seus filhos para que eles consigam, também, bons casamentos. No início de cada rodada são rolados 5 dados de cada uma das 5 cores diferentes de ações existentes no jogo. Na sua vez cada jogador escolhe um dado qualquer e realiza ações daquela cor. Quanto maior o valor mostrado no dado, mais forte a ação que pode ser realizada, porém várias ações tem força mínima e se você escolheu um dado com valor muito pequeno, deverá pagar a diferença em dinheiro (que é bem escasso no jogo). Por outro lado, se em todas as suas ações você somar menos que 13 pontos nos resultados dos dados escolhidos, você ganha poderosos bônus no final da rodada. O jogo é interessante e exige um bom planejamento.
Por último, joguei Neuroshima: Convoy, um jogo assimétrico para dois no qual um jogador é o humano defensor e o outro é Molock que quer destruir a raça humana. Cada jogador tem seu deck de cartas e, na sua rodada, simplesmente compra duas novas cartas e baixa quantas quiser nos campos de batalha, em ordem a conseguir mais pontos de batalha que seu oponente antes do final de cada dia. O twist é que cada carta tem poderes especiais únicos, que acionam efeitos que, para jogadores experientes, podem gerar combinações bastante poderosas. O problema deste tipo de jogo assimétrico é que, se você conhecer os decks de ambos os lados, você joga certamente muito melhor que alguém que acaba de aprender o jogo, então não é uma boa recomendação para atrair novos jogadores.
Neste dia minha tarde foi utilizada para o Big Game Cata, do qual eu falo em um outro post.
Domingo é o final da feira. Curiosamente muitos fabricantes já começaram a desmontar seus stands até duas horas antes do final oficial. Mesmo assim, comecei meu dia com Shakespeare, também da What's Your Game?. Neste jogo você é um produtor de teatro vitoriano tentado produzir, dia a dia, as melhores peças possíveis. A cada rodada cada jogador deve contratar um autor, um ator ou um trabalhador. Os autores escrevem as peças e (eventualmente) também atuam, levando a pontos em um marcador literário. Os atores podem dar pontos em diversas coisas e os trabalhadores fabricam roupas para os atores e constróem seu teatro. No início de cada rodada, os jogadores escolhem, de forma escondida, quantas ações querem realizar (máximo 5). Quem realiza menos ações começa escolhendo quais de seus contratados você acionará. O problema é que os personagens acionados ficam exaustos e não podem ser utilizados na próxima rodada, então os jogadores tem que pensar no que é realmente necessário no momento e no que é importante depois. Além disto, cada empregado tem um custo, que deve ser pago ao final do jogo. Empregados não pagos levam a pontos negativos o que faz com que, na maioria das partidas (segundo os donos do jogo) você ganhe um monte de pontos ao longo do jogo para perder no final, a a pontuação do vitorioso fique em torno de 2 a 3 pontos apenas.
Logo depois, no stand ao lado, testei Warehouse 51, um jogo de leilão no qual o governo americano está leiloando os ítens secretos da zona 51. Testei pelo tema e por ser um jogo com co-desenvolvimento de dois brasileiros: André Zatz e Sérgio Halaban, mas o jogo não me surpreendeu, exceto por uma coisa interessante. Se você ganhar o leilão, o dinheiro não é pago ao banco, mas ao jogador à sua esquerda, o que faz com que, o único meio de você ter dinheiro, é que seu oponente arremate alguma coisa, o que é uma alteração bem vinda em jogos deste tipo. Além disto as cartas que você arremata também tem ações especiais que alteram algumas regras do jogo.
Depois resolvi testar Magic: The Gathering – Arena of the Planeswalkers, a adaptação do conhecido jogo de cartas Magic: The Gathering para um jogo de miniaturas. No final das contas apenas comprovei que a Hasbro apenas conseguiu fazer um trabalho medíocre criando um jogo de miniaturas ruim no qual você é um conjurador trazendo criaturas para matarem os demais conjuradores, com um sistema de batalha simples e que traz apenas um pouco de lembrança com o jogo de cartas através das magias que seu conjurador pode fazer ao longo da partida. Um jogo completamente ignorável.
No final do dia, antes de fazer a ronda para terminar de comprar encomendas, testei Flick 'em Up!, no qual os jogadores se dividem em times de bandidos e cowboys em uma cidade do velho oeste. Este jogo de destreza lembra PitchCar e Rampage, com cenário diferente, no qual você movimenta seus personagens através de petelecos em discos de madeira e quando quer atirar joga um disco menor. É bem interessante se você gosta deste tipo de jogo, com componentes muito bem acabados.
Ao final da feira o sentimento é o de que acabamos perdendo mais da metade, e a verdade é que perdemos muito mais do que a metade... com mais de 500 lançamentos, mesmo eliminando os lixos, ainda seria necessário um tempo sem tamanho para que pudesse realmente aproveitar tudo, mas espero que este post enorme tenha sido interessante e dado uma idéia da magnitude de novos lançamentos que vem por aí.
Então, o que farei, é um post grande falando de tudo o que experimentei, gostei e não gostei.
O primeiro jogo da sexta foi Dice City, da Artipia em colaboração com a AEG, no qual cada jogador deve construir uma cidade. Para tanto, cada jogador rola 6 dados, um em cada cor, e os coloca em um tabuleiro na posição mostrada pela combinação da cor do dado (linha) e do valor rolado (coluna). Cada posição permite você fazer uma coisa, como coletar matérias-primas ou recrutar poder militar. Dependendo do que você conseguiu na rodada, você pode colocar novas construções nas posições de seu tabuleiro, o que faz com que, se a combinação cor/valor cair em cima de uma destas novas construções, você tenha habilidades diferentes de apenas conseguir mais matérias primas ou poder militar. O problema neste jogo é que você praticamente não tem interação nenhuma com os oponentes. Existe uma forma de atacar as cidades dos outros para roubar matérias-primas, mas é muito mais vantajoso atacar os piratas que trazem pontos, então cada jogador joga por sí, o que, na minha opinião, não é muito bom.
Depois testei o protótipo de Infamous: The Pirate Wars. Neste jogo de cartas, seu objetivo é ter a melhor fragata, o que lhe trará pontos no final da partida. Para isto você deve baixar uma quantidade igual de cartas de navio, o que significa que você colocou este navio no mar. O problema disto é que um navio no mar também significa que ele poderá ser atacado pelos oponentes. O jogo é interessante, mas como joguei em apenas dois jogadores não pude testar completamente como ele se comporta em uma partida com mais pessoas. Vamos ver como ele se sai no ano que vem, quando será realmente publicado.
Scape, da GDM, foi o jogo da sequencia. Ele me chamou atenção por poder colocar até 14 (isto mesmo, quatorze) pessoas na mesma partida. Basicamente cada jogador assume um de 3 papéis: oficial nazista, preso americano e preso inglês. O objetivo dos presos é fugir, e dos oficiais é impedir a fuga. Basicamente no seu turno você deve colocar uma das cartas da sua mão em uma das 5 posições do túnel que será utilizado na fuga. As cartas podem ser do preso inglês, do preso americano, de ambos ou do oficial nazista. Se, ao final do jogo, existir um oficial nazista como a carta mais acima de qualquer uma das 5 posições do túnel, os prisioneiros perdem. Se, no entanto, não houver nenhum oficial nazista, ganham os prisioneiros que mais tiverem cartas de seus prisioneiros. O negócio é que você não sabe quem está do seu lado e quem não está, exceto através que pequenos pedaços de informação que a utilização de algumas cartas de ação pode trazer. Comprei e estou ansioso por testar em um grupo grande.
Já em Steampunk Rally, você é um inventor famoso que está criando uma máquina para uma corrida entre inventores. A cada rodada os jogadores recebem 4 cartas que podem ser utilizadas como novas partes para sua máquina de corrida, como ações especiais ou podem ser descartadas para a obtenção de dados. Os dados são o alimento para as máquinas, que não funcionam por si, mas precisam de rolagem específicas para serem acionadas, provendo movimento e, eventualmente, outros efeitos. O problema é que, ao longo do jogo, partes de sua máquina de corrida vão se quebrando, então o jogo é uma corrida não apenas para chegar primeiro, mas também para manter sua máquina em constante crescimento. Bem interessante e divertido.
Em Super Motherload você é um minerador espacial em busca dos melhores minerais. O jogo é um deck-building alterado, no qual você tem usar suas limitadas ações (2 por rodada) até mesmo para comprar cartas. E ao contrário do que normalmente acontece nos deck-buildings, para adquirir novas cartas para seu deck, você deve conseguir minérios que somem um valor específico para "pagar" pelo contrato da nova carta, o que torna a melhoria do seu deck uma tarefa árdua. Uma variação bem vinda e que me agradou.
Terminei a sexta testando Siggil, um jogo com uma arte maravilhosa, porém com uma jogabilidade não tão boa assim. Um grupo de cartas abertas e fechadas é colocado em um intrincado padrão antes do jogo começar e, em sua rodada, você deve simplesmente pegar uma das cartas livres para sua mão (uma carta que não esteja parcialmente coberta por outra). O objetivo de acumular as cartas é que, eventualmente, uma de 7 cartas especiais chamadas de espíritos fica livre e você deve capturar esta carta através da utilização de pelo menos 3 cartas do mesmo valor ou da mesma cor que a do espírito. A partir do momento que você captura o espírito, ele também fica vulnerável a um contra-ataque do oponente, que pode usar uma quantidade maior de cartas para rouba-lo. Ao final da partida ganha quem tiver a maior quantidade de espíritos à sua frente.
Sábado foi dia de começar com Barony, da Matagot, no qual você é um nobre que pretende expandir seus domínios frente aos oponentes, enviando cavaleiros para fundarem novas vilas e evoluindo-as em cidades. Fundar vilas traz pontos de acordo com o terreno na qual elas são fundadas: em montanhas trazem poucos pontos, mas são protegidas contra ataques e, por exemplo, em pastos trazem muitos pontos, mas são alvos fáceis para os oponentes. O problema para os jogadores é que os cavaleiros são necessários para tudo, desde fundar cidades até defende-las e, como você possui apenas 9 e após suas ações eles precisam novamente ser trazidos ao tabuleiro, isto leva a um dilema sobre como utiliza-los.
Na sequência veio Signorie, da What's Your Game?, no qual você é o patriarca de uma família importante na Itália medieval. Desta forma, seu objetivo principal é casar suas filhas com proeminentes famílias italianas, ao passo que você deve formar seus filhos para que eles consigam, também, bons casamentos. No início de cada rodada são rolados 5 dados de cada uma das 5 cores diferentes de ações existentes no jogo. Na sua vez cada jogador escolhe um dado qualquer e realiza ações daquela cor. Quanto maior o valor mostrado no dado, mais forte a ação que pode ser realizada, porém várias ações tem força mínima e se você escolheu um dado com valor muito pequeno, deverá pagar a diferença em dinheiro (que é bem escasso no jogo). Por outro lado, se em todas as suas ações você somar menos que 13 pontos nos resultados dos dados escolhidos, você ganha poderosos bônus no final da rodada. O jogo é interessante e exige um bom planejamento.
Por último, joguei Neuroshima: Convoy, um jogo assimétrico para dois no qual um jogador é o humano defensor e o outro é Molock que quer destruir a raça humana. Cada jogador tem seu deck de cartas e, na sua rodada, simplesmente compra duas novas cartas e baixa quantas quiser nos campos de batalha, em ordem a conseguir mais pontos de batalha que seu oponente antes do final de cada dia. O twist é que cada carta tem poderes especiais únicos, que acionam efeitos que, para jogadores experientes, podem gerar combinações bastante poderosas. O problema deste tipo de jogo assimétrico é que, se você conhecer os decks de ambos os lados, você joga certamente muito melhor que alguém que acaba de aprender o jogo, então não é uma boa recomendação para atrair novos jogadores.Neste dia minha tarde foi utilizada para o Big Game Cata, do qual eu falo em um outro post.
Domingo é o final da feira. Curiosamente muitos fabricantes já começaram a desmontar seus stands até duas horas antes do final oficial. Mesmo assim, comecei meu dia com Shakespeare, também da What's Your Game?. Neste jogo você é um produtor de teatro vitoriano tentado produzir, dia a dia, as melhores peças possíveis. A cada rodada cada jogador deve contratar um autor, um ator ou um trabalhador. Os autores escrevem as peças e (eventualmente) também atuam, levando a pontos em um marcador literário. Os atores podem dar pontos em diversas coisas e os trabalhadores fabricam roupas para os atores e constróem seu teatro. No início de cada rodada, os jogadores escolhem, de forma escondida, quantas ações querem realizar (máximo 5). Quem realiza menos ações começa escolhendo quais de seus contratados você acionará. O problema é que os personagens acionados ficam exaustos e não podem ser utilizados na próxima rodada, então os jogadores tem que pensar no que é realmente necessário no momento e no que é importante depois. Além disto, cada empregado tem um custo, que deve ser pago ao final do jogo. Empregados não pagos levam a pontos negativos o que faz com que, na maioria das partidas (segundo os donos do jogo) você ganhe um monte de pontos ao longo do jogo para perder no final, a a pontuação do vitorioso fique em torno de 2 a 3 pontos apenas.
Logo depois, no stand ao lado, testei Warehouse 51, um jogo de leilão no qual o governo americano está leiloando os ítens secretos da zona 51. Testei pelo tema e por ser um jogo com co-desenvolvimento de dois brasileiros: André Zatz e Sérgio Halaban, mas o jogo não me surpreendeu, exceto por uma coisa interessante. Se você ganhar o leilão, o dinheiro não é pago ao banco, mas ao jogador à sua esquerda, o que faz com que, o único meio de você ter dinheiro, é que seu oponente arremate alguma coisa, o que é uma alteração bem vinda em jogos deste tipo. Além disto as cartas que você arremata também tem ações especiais que alteram algumas regras do jogo.
Depois resolvi testar Magic: The Gathering – Arena of the Planeswalkers, a adaptação do conhecido jogo de cartas Magic: The Gathering para um jogo de miniaturas. No final das contas apenas comprovei que a Hasbro apenas conseguiu fazer um trabalho medíocre criando um jogo de miniaturas ruim no qual você é um conjurador trazendo criaturas para matarem os demais conjuradores, com um sistema de batalha simples e que traz apenas um pouco de lembrança com o jogo de cartas através das magias que seu conjurador pode fazer ao longo da partida. Um jogo completamente ignorável.
No final do dia, antes de fazer a ronda para terminar de comprar encomendas, testei Flick 'em Up!, no qual os jogadores se dividem em times de bandidos e cowboys em uma cidade do velho oeste. Este jogo de destreza lembra PitchCar e Rampage, com cenário diferente, no qual você movimenta seus personagens através de petelecos em discos de madeira e quando quer atirar joga um disco menor. É bem interessante se você gosta deste tipo de jogo, com componentes muito bem acabados.Ao final da feira o sentimento é o de que acabamos perdendo mais da metade, e a verdade é que perdemos muito mais do que a metade... com mais de 500 lançamentos, mesmo eliminando os lixos, ainda seria necessário um tempo sem tamanho para que pudesse realmente aproveitar tudo, mas espero que este post enorme tenha sido interessante e dado uma idéia da magnitude de novos lançamentos que vem por aí.
8 de out. de 2015
O melhor lugar do mundo é Essen
Para aqueles que não estão familiarizados com o mundo dos jogos de tabuleiro, cabe uma explicação: todo ano, em Essen, na Alemanha, ocorre a maior feira de jogos de tabuleiro do mundo, com centenas de expositores mostrando inúmeros jogos novos para mais de um milhão de visitantes do mundo todo. Em resumo, a feira de Essen é a Meca dos jogadores, onde você pode encontrar os autores, editores e amigos, jogar sem parar e comprar os jogos mais novos, tecem saídos da linha de produção.
Ano passado, com o nascimento dos gêmeos, acabei por não ir à feira para ajudar minha esposa, mas este ano estou aqui novamente, jogando feito louco e me divertindo muito...
O primeiro jogo do dia foi Treasure Hunter, do Richard Garfield (o mesmo que fez o Magic). Nele você deve juntar guerreiros que atuam em 3 diferentes terrenos de modo a conseguir a maioria de guerreiros (ou a minoria) em cada tipo de terreno. Mas após escolher uma carta para você, todas as demais são entregues para os oponentes. Bem interessante, porém muito caro para um Family game.
Logo depois foi a vez de Clacks: A Discworld Board Game, um jogo temático no Discworld de Terry Pratchett. O jogo possui 3 modos de jogo, e eu optei pelo cooperativo, no qual competimos contra o tabuleiro. Seu objetivo é utilizar cartas de ação para alterar as luzes em um painel até que você consiga uma combinação igual às letras que você quer transmitir. O jogo é bem simples, porém ficou claro que no modo não cooperativo ele deve ser extremamente tático e (eventualmente) caótico.
[microfilms] foi logo depois, onde você é um agente secreto ou um personagem especial que tem que fazer deduções sobre as cartas dos demais jogadores baseado no que eles fizeram no jogo até então. Talvez em um grupo experiente e jogo seja melhor, mas a partida que eu tive foi sem graça.
Já em New York 1901 cá jogador encara um escritório de arquitetura em New York no início do século 20. Seu objetivo é adquirir terrenos para, posteriormente, construir prédios. À medida que o jogo prossegue, os jogadores podem passar a construir prédios cada vez mais valioso, algumas vezes, destruindo os prédios anteriores. O jogo é um Family game bem interessante, com um Twitter que leva a um final abrupto se você não tiver se planejado corretamente, porém não traz nada de excepcionalmente novo.
Em Tumult Royale, um jogo de Klaus Teuber que não é Catan, cada jogador é um nobre que quer eregir estátuas suas no principado. Para tanto ele deve cobrar impostos dos seus súditos em uma rodada conjunta em que todos procuram o que precisam no centro do tabuleiro ao mesmo tempo (como em Mondo). O problema enque que os jogadores pegarem matérias demais do pov e não deixarem pelo menos algumas para trás, ocorre a revolta da população e os jogadores mais gananciosos perdem quase tudo. O jogo possui alguns critérios de final antecipado que pode levar a um final de jogo antecipado (e que aconteceu no meu teste), mas no fim das contas também não é nada tão especial.
Em Mein Schatz os jogadores têm a opção de comprar uma carta e colocar em um de 4 montes de tesouros ou comprar um monte de tesouro e sair da rodada (qualquer semelhança com Coloretto não deve ser mera coincidência). As cartas mostram diferentes tipos de tesouro e, quando você escolhe pegar um monte para bofe, você deve, antes, mostrar qual tipo de tesouro valerá pontos para você, mas sem ver as cartas que estão no monte comprado. O problema é que se você forçar a sorte demais e os 7 Golias que estão no meio do devo aparecerem, os jogadores que ainda não pegaram nenhuma m monte saem sem nada. Como já citei, parece uma reutilização do mecanismo de Coloretto, sem nada muito especial.
Wunsch Maschine, o outro novo jogo da Igel, tem um jogador que é o dono da máquina. Ele escolhe uma das inúmeras figuras como sendo a desta jogada e. A deixa fechada. Do baralho completo, que contém cartas com 1, 2 ou 3 figuras diferentes, o jogador dono da máquina abre 4 cartas e diz que a ilustração que ele tem está em alguma delas. Isto se peppers até que um dos oponentes, através de dedução, consiga descobrir qual é a ilustração escondida. Interessante, mas mais para crianças.
Em Hack Trick os jogadores são hackers tentando descobrir o código de uma fechadura eletrônica. Na verdade de hackers o jogo não tem nada, mas para dois jogadores e um jogo extremamente tático, no qual você deve prestar atenção em quais cartas seu oponente pode ter na mão que você consiga força-lo a lhe ajudar involuntariamente. Bem interessante.
E finalmente, o último jogo do dia, em Tides of Time, um jogo que possui apenas 18 cartas, ficou a grande surpresa: o jogo é excepcional, pois praticamente todas as cartas que você possui tem potenciais de pontos caso seus pre- requisitos sejam cumpridos, e como você troca de cartas a cada rodada com seu oponente, você também sabe exatamente quais cartas estão em jogo e o que é possível fazer até o final do jogo. Com isto vale apenas sua tática para escolher está ou aquela carta para você, fazendo pontos ou evitando que o oponente faça pontos. Recomendo.
Amanhã a feira continua e espero conseguir jogar mais uma porção de novos títulos.
Update: links e fotos adicionados.
Update: links e fotos adicionados.
21 de set. de 2015
Se você não conhece Catan...
...você nem imagina o que está perdendo.
Catan, ou no original Die Siedler von Catan (Os Colonizadores de Catan) é um jogo alemão de autoria de Klaus Teuber que já tem mais de 22 milhões de cópias vendidas em mais de 30 diferentes idiomas. Mas o que o torna tão especial?
Catan foi lançado em 1995 pela Kosmos, na Alemanha, representando uma ilha que é composta de hexágonos de 5 diferentes terrenos. No início de cada rodada, o jogador que tem a vez rola dois dados e soma o resultado dos mesmos. Sobre cada terreno existe uma ficha numerada com valores de 2 a 12. Quando um destes valores é rolado nos dados, os terrenos nos quais as fichas se encontram produzem matérias primas (também em 5 variedades diferentes, dependendo do terreno que a produziu) para todos os jogadores que possuírem colônias ou cidades neste terreno.
Isto significa que você recebe matérias primas, se der sorte de estar nos terrenos corretos, mesmo fora da sua jogada.
O objetivo destas matérias primas é conseguir obter combinações específicas das mesmas para evoluir sua colonização, através da construção de estradas, outras colônias ou a expansão de uma colônia em uma cidade. Cada nova construção vale ao jogador pontos e o primeiro que conseguir 10 pontos é o ganhador.
Mas o que torna o jogo interessante é que, através das matérias primas provenientes dos terrenos diretamente para os jogadores, chegas às combinações exatas necessárias para as construções é extremamente difícil. Para isto, durante sua jogada, você pode negociar a troca de matérias primas com outros jogadores (troco duas pedras por um tijolo...), o que faz com que, mais uma vez, esteja jogando ativamente mesmo quando não é sua vez.
Além disto, os hexágonos com os terrenos são montados de uma forma aleatória a cada novo jogo, o que faz com que você tenha uma ilha completamente diferente a cada nova partida.
Muitos jogadores mais experientes não suportam Catan por dizerem que ele é muito dependente de sorte na rolagem dos dados, mas graças a Catan que o mercado internacional de jogos de tabuleiro conheçe o termo EuroGame, que é utilizado para jogos de 3 a 6 jogadores (uma família), com regras simples o bastante para serem rapidamente aprendidas, mas com uma complexidade razoável, alta re-jogabilidade e na qual você participa do jogo mesmo fora da sua vez. Em outras palavras, ele é o pioneiro no ramo.
Além disto, Catan é um excelente jogo para iniciantes que querem começar a se aventurar no mundo dos tabuleiros. Na minha experiência quase todos que jogam Catan como seu primeiro jogo "sério", gostam. Este é um motivo pelo qual sempre sugiro ele em mesas de novatos.
E para comemorar os 20 anos de seu lançamento, a Kosmos solicitou aos diversos editores mundo afora que atualizassem suas versões para o novo conceito gráfico, e a Grow, que atualmente vende Catan no Brasil, já o fez. Agora o Catan vendido aqui é 100% compatível com uma infinidade de variantes e expansões que existem mundo afora, o que faz com que exista um praticamente um Catan para cada gosto.
Se você tiver interesse a Grow vende o Catan neste link. E o site oficial de Catan na Alemanha é Catan.de.
Mesmo que você nunca tenha jogado nada, eu realmente recomendo que você dê uma chance ao Catan. Eu acho que vai valer a pena.
Catan, ou no original Die Siedler von Catan (Os Colonizadores de Catan) é um jogo alemão de autoria de Klaus Teuber que já tem mais de 22 milhões de cópias vendidas em mais de 30 diferentes idiomas. Mas o que o torna tão especial?
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| Detalhe do tabuleiro da versão original |
Isto significa que você recebe matérias primas, se der sorte de estar nos terrenos corretos, mesmo fora da sua jogada.
O objetivo destas matérias primas é conseguir obter combinações específicas das mesmas para evoluir sua colonização, através da construção de estradas, outras colônias ou a expansão de uma colônia em uma cidade. Cada nova construção vale ao jogador pontos e o primeiro que conseguir 10 pontos é o ganhador.
Mas o que torna o jogo interessante é que, através das matérias primas provenientes dos terrenos diretamente para os jogadores, chegas às combinações exatas necessárias para as construções é extremamente difícil. Para isto, durante sua jogada, você pode negociar a troca de matérias primas com outros jogadores (troco duas pedras por um tijolo...), o que faz com que, mais uma vez, esteja jogando ativamente mesmo quando não é sua vez.
Além disto, os hexágonos com os terrenos são montados de uma forma aleatória a cada novo jogo, o que faz com que você tenha uma ilha completamente diferente a cada nova partida.
Muitos jogadores mais experientes não suportam Catan por dizerem que ele é muito dependente de sorte na rolagem dos dados, mas graças a Catan que o mercado internacional de jogos de tabuleiro conheçe o termo EuroGame, que é utilizado para jogos de 3 a 6 jogadores (uma família), com regras simples o bastante para serem rapidamente aprendidas, mas com uma complexidade razoável, alta re-jogabilidade e na qual você participa do jogo mesmo fora da sua vez. Em outras palavras, ele é o pioneiro no ramo.
Além disto, Catan é um excelente jogo para iniciantes que querem começar a se aventurar no mundo dos tabuleiros. Na minha experiência quase todos que jogam Catan como seu primeiro jogo "sério", gostam. Este é um motivo pelo qual sempre sugiro ele em mesas de novatos.
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| Detalhe da edição atual da Grow |
Se você tiver interesse a Grow vende o Catan neste link. E o site oficial de Catan na Alemanha é Catan.de.
Mesmo que você nunca tenha jogado nada, eu realmente recomendo que você dê uma chance ao Catan. Eu acho que vai valer a pena.
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