29 de mar. de 2011

O Ladrão de Raios

Quando você pega um livro mais simples depois de ler praticamente uma bíblia, parece que ele acaba tão rápido...
Bom, isto foi exatamente o que aconteceu com O Ladrão de Raios, de Rick Riordan, primeiro livro da saga dos Olimpianos.
Embora seja um livro classificado juvenil, assim como Harry Potter, Rick consegue escrever também para adultos, iniciando as aventuras de Percy Jackson, um garoto problemático que acaba de descobrir que é um semi-deus, filho de um dos deuses gregos com uma americana. O problema é que Percy acaba no meio das tramas pelas quais os Deuses eram conhecidos e agora, com a ajuda de dois grandes amigos, vai ter que viajar até os domínios de Hades e enfrentar todo tipo de criatura mítica para evitar uma guerra entre Zeus e Posseidon que levaria ao fim da humanidade.
Se você conhece um pouco de mitologia grega, o livro é um prato cheio. Se você não conhece, então é uma excelente oportunidade de conhecer um pouco mais. De um jeito ou de outro, é um excelente início para esta série de livros.

26 de mar. de 2011

Receitas Médicas

Não é novidade que uma série de leis brasileiras deixa muito a desejar, mas curioso mesmo é que até leis mais novas são extremamente burras, mesmo quando inicialmente imaginadas na melhor das boas intenções (infelizmente, como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio).
A última que eu descobri é que para se poder comprar antibióticos você precisa deixar a receita original com a farmácia, e a mesma tem data de validade a partir da emissão por parte do médico... Aparentemente a idéia era de que ninguém pudesse comprar antibióticos sem receita, o que é correto, diga-se de passagem, pois já sabemos que o uso indiscriminado de antibióticos leva a ineficácia dos mesmos no futuro.
O grande problema é que uma lei desta pensa apenas no caso comum (sujeito vai ao médico, médico receita antibiótico, sujeito compra e deixa receita na farmácia, fim da história), mas não leva em consideração nenhuma das situações não "tão" normais, mas que ocorrem corriqueiramente.
Um exemplo prático é do sujeito que tem que tomar um antibiótico de uso contínuo. Neste caso, uma caixa pode durar no máximo uns 14 ou 15 dias. Se esta pessoa não tem dinheiro para comprar logo uma dúzia de caixas do remédio, vai ter que ir ao médico pelo menos 2 vezes no mês apenas para conseguir a receita, ou o médico vai ter que dar receitas pré-datadas (o que não deve ser uma prática legal...).
Outra excelente exceção é no caso do comprador do remédio ter inadvertidamente derrubado o frasco. Você tomaria um antibiótico que caiu no chão? Se isto acontecer, ele vai ter que pedir um favor ao médico para que o mesmo faça uma nova receita apenas para poder repor o remédio que já tinha. E seguindo a Lei de Murphy, geralmente alguma coisa assim acontece no domingo as 6:00am...
Eu até concordo que não se pode abranger todos os casos particulares de determinado assunto, mas situações especiais tem que ser previstas, principalmente quando não são casos tão raros, o que me faz perguntar, será que alguém da área foi consultado quando a lei foi escrita ou foi simplesmente alguém tentando resolver um problema com uma assinatura?

24 de mar. de 2011

Gifttrap

No último final de semana foi o chá de bebê da minha filha, mas isto não foi motivo para deixar de jogar.
No final do encontro joguei Gifttrap com alguns amigos que sobraram no salão de festas, um party game sobre dar e receber presentes.
A idéia do jogo é a de que, entre 9 presentes diferentes (e na maior parte das vezes, completamente loucos) você tem que escolher um para dar a cada um dos oponentes. Os seus oponentes, ao mesmo tempo, fazem o mesmo, com as mesmas opções de presentes que você tinha. Após todos os jogadores terem distribuído os presentes aos oponentes, eles devem escolher 3 presentes que gostariam de ganhar entre as 9 opções, e um que eles não querem de jeito nenhum.
Após as escolhas, cada jogador abre os presentes que ganhou.
Se alguém lhe deu um presente que você queria, você anda para frente na faixa "get" e o oponente que lhe deu o presente anda para frente na faixa "give". Se por acaso alguém recebe o que não queria, então ambos os jogadores andam para trás nas respectivas faixas.
Para se ganhar o jogo, o jogador precisa chegar ao final da trilha em ambas as faixas, ou seja, acertar os presentes que as pessoas queiram, mas também receber dos oponentes o que quer.
Um jogo bem interessante para até 8 pessoas (e quanto mais, melhor), mas que fica bom mesmo quando você conhece com quem está jogando, pois do contrário torna-se apenas um jogo de simples e completa sorte.

22 de mar. de 2011

Der Schwarm

Confesso que Der Schwarm, livro de Frank Schätzing, foi bastante demorado para ler... Levei pelo menos uns 3 meses para conseguir terminar o livro...
Bom, o que diabos eu estava esperando de um livro em alemão com 1000 páginas escritas em fonte tamanho 7 ou 8??? Pelo menos eu posso dizer que a história de thriller de ficção científica desenvolvida por Schätzing é estupendamente boa.
De uma hora para outra baleias começam a atacar embarcações pequenas, grandes navios não conseguem mais navegar devido a motores e lemes entupidos de ostras e caranguejos carregando bactérias mortais invadem cidades costeiras. Adicionalmente placas continentais afundam para regiões abissais gerando enormes tsunamis...
Tudo isto não pode ser apenas coincidência...
Para desvendar o mistério que levou os mares a se voltarem contra a humanidade um grupo de cientistas do mundo todo se junta ao exército americano em um esforço coletivo para garantir a sobrevivência da espécie humana.
Mas nem tudo é o que parece ser e muitos tem suas próprias motivações e planos secretos que vão ficando cada vez mais claros ao longo do livro.
Contando com um final eletrizante e descrições científicas claras e precisas (o tsunami e suas consequencias são narradas ao londo de 50 páginas ricas em detalhes) o livro é excepcional... Espero que algum dia exista uma edição em português.

19 de mar. de 2011

O que vem por aí em 2011

Normalmente eu faço um post destes no início do ano, mas eu simplesmente esqueci (não de ver o que vai estrear, mas sim de postar... huahuahuahuahua...).
De qualquer jeito, tem um monte de filmes este ano que eu estou realmente curioso.
Do mesmo diretor de 300 e de Watchmen, temos já no fim deste mês Sucker Punch, mais uma adaptação que eu espero ser do mesmo nível das anteriores...
Na área dos super-heróis temos Thor, X-Men: First Class, Green Lantern, Captain America: The First Avenger, Dylan Dog: Dead of Night e Conan the Barbarian... O pessoal buscou realmente inspiração nos quadrinhos este ano... hehehehehe...
Mas não é só com quadrinhos que eu quero me divertir na telona este ano. Tem também Mission: Impossible - Ghost Protocol, Sherlock Holmes: A Game of Shadows, Super 8, Cowboys & Aliens, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2, Cars 2, Kung Fu Panda 2 e Pirates of the Caribbean: On Strange Tides, Dorian Gray, Red Riding Hood e I Am Number Four
E não podemos esquecer de algumas regravações como The Thing, The Three Musketeers, Footloose e Fright Night. Com as tecnologias disponíveis hoje, devem ter ficado muito loucas...
Parece que a cada ano que passa melhores ficam os lançamentos (ou, pelo menos, as propagandas...)
Bom cinema para todos

14 de mar. de 2011

O futuro pode ser assim...

Este é um vídeo institucional da Corning, praticamente a maior produtora de vidros do mundo, que um amigo meu me mostrou ontem. Nele vemos a visão bem pouco imparcial da Corning para o futuro, o que não quer dizer em nada que ela esteja muito errada.
Várias tecnologias mostradas já são factíveis e outras até já existem, pelo que eu sei.


Espero que gostem...

13 de mar. de 2011

Seenot im Rettungsboot (Lifeboats)

Há muito tempo atrás eu já tinha jogado a versão antiga de Seenot im Rettungsboot, a qual, naquela época, ainda era bem desconhecida e se chamava Rette sich wer kann (Salve-se quem puder) e era publicado por uma empresa paralela chamada Walter Müller's Spielwerkstatt, a qual, pelo que eu saiba, nem existe mais.
Esta semana joguei novamente, mas agora a versão modernizada, publicada pela Argentum Verlag (e Z-Man nos EUA).
Na verdade o jogo permaneceu realmente o mesmo. Não consegui notar nenhuma diferença, com exceção do acabamento e das regras, as quais foram praticamente refeitas.
Os jogadores assumem o lugar de um bando de marinheiros e timoneiros vítimas de um naufrágio, todos dentro dos poucos botes salva-vidas. Uma pena que os botes não eram muito bem cuidados e, a cada rodada, um deles faz água e afunda um pouco mais.
Mas como estamos em um mundo democrático, todos os jogadores votam qual barco vai afundar, qual marinheiro vai se afogar e qual bote vai se movimentar, rodada a rodada, tentando levar a maior quantidade de seus marinheiros para uma ilha, salvando-os do desastre.
Cada jogador possui, ainda, a opção de utilizar uma carta de capitão durante a votação, influenciando o resultado da mesma, mas estas cartas são limitadas (3 por jogador) e, uma vez utilizadas, saem do jogo.
Como diz a própria caixa, um jogo de catástrofe democrático. Bem divertido.