Há 8 anos
13 de nov. de 2014
Darth Vader sem James Earl Jones
Encontrei este pequeno vídeo que mostra como era a voz do ator por trás da roupa de Darth Vader... muito engraçado (e bem diferente do produto final).
11 de nov. de 2014
Estatísticas e eleições
Ultimamente muita gente fala sobre os erros das pesquisas eleitorais e acabam dando até mesmo o nome de chutometria para o que os institutos mostram, mas vamos tentar ver um pouco por que as pesquisas eleitorais erram tanto.
Em primeiro lugar, para saber realmente o resultado de uma eleição, você teria que realizá-la neste instante e o principal motivo disto é que a divulgação do resultado de uma pesquisa pode alterar o resultado da própria eleição. Como a população é um sistema aberto, ou seja, suscetível a informações externas, a própria inferência pode alterar o resultado.
Você poderia escolher votar no candidato que está em segundo lugar na pesquisa (independente de quem seja) simplesmente para forçar um segundo turno, alterando seu voto de última hora, ou mesmo oscilando seu voto entre dois candidatos durante o período de pré-eleição (eu mesmo já fiz isto). Outro exemplo é você ver que seu candidato preferido está perdendo por pouco e adiar uma viagem para poder votar nele (afinal qualquer voto pode fazer a diferença), ou mesmo o contrário (afinal meu candidato preferido já está na frente, acho que vou aproveitar para ir para a praia).
O segundo problema era que, até poucos anos atrás, os resultados das pesquisas era mostrado apenas com a margem de erro (que são aqueles 2 pontos percentuais para cima ou para baixo), mas a confiabilidade da pesquisa não era mostrada.
A confiabilidade mostra qual a probabilidade da pesquisa estar certa. Como estamos falando de amostragens e não de uma avaliação real de toda a população brasileira, sempre existe uma chance de a pesquisa estar errada. Esta é uma porcentagem que indica quantas vezes a cada 100 pesquisas idênticas existe a chance de a pesquisa inteira estar errada.
Talvez com um exemplo fique mais claro: imagine que você possui uma caixa com 100 bolinhas (50 pretas e 50 brancas) e você, aleatoriamente vai pegar 5 delas para saber qual a porcentagem de bolinhas brancas e pretas. Agora imagine que você tirou 3 bolas pretas e 2 brancas.
Este resultado pode ser apresentado de duas maneiras: na primeira, você pode dizer que existem 60% de bolas pretas, com margem de erro de 44% para cima ou para baixo e uma confiabilidade de 95%, ou você pode dizer que existem 60% de bolas pretas, com margem de erro de 5% para cima e para baixo e uma confiabilidade de menos de 1%.
Na primeira forma, você deixe uma margem grande de erro, porem atesta que com uma certeza de 95%, o resultado real está dentro deste intervalo (que no exemplo abestado acima, varia entre 26% a 100% de bolas pretas). Perceba que mesmo com este intervalo enorme, ainda existe 5% de chance de você errar a pesquisa pegando apenas 5 bolinhas (você tem, na verdade, pouco mais de 2% de chance de pegar 5 bolinhas brancas de uma vez).
Na segunda forma, você está mostrando uma margem de erro muito menor, porém, com uma confiança muito menor. Em 99% das vezes, você errará o resultado (como foi o caso de nosso exemplo).
Esta confiabilidade provém de dados estatísticos tabulados que levam em conta o tamanho da amostra retirada do universo de eleitores (quanto maior a amostra, maior a confiabilidade e menor o intervalo de confiança da pesquisa).
O terceiro problema das pesquisas é a forma da amostragem. Por caráter (acho que principalmente) econômico, as pesquisas são feitas através de uma quotização (pelo menos a do Datafolha é assim) onde os pesquisadores, baseados nos dados oficiais do Brasil (sexo, idade, localidade etc.) define quantas pessoas de cada tipo deverão ser entrevistadas. A partir daí os pesquisadores saem às ruas em pontos de fluxo e pesquisam com base em sua lista de quotas.
Isto faz com que a "escolha" do pesquisado esteja na mão do pesquisador e não através de uma real aleatorização, que seria de se esperar se tudo fosse sorteado aleatoriamente e a pesquisa viesse até sua residência.
Na minha opinião isto faz com que, embora os critérios estatísticos estejam corretos, a margem de erro possa estar errada devido a uma amostragem que possa, porventura, realmente não ser representativa da população geral.
Aqueles que sobreviveram e leram até o fim, obrigado e espero que tenham gostado.
Em primeiro lugar, para saber realmente o resultado de uma eleição, você teria que realizá-la neste instante e o principal motivo disto é que a divulgação do resultado de uma pesquisa pode alterar o resultado da própria eleição. Como a população é um sistema aberto, ou seja, suscetível a informações externas, a própria inferência pode alterar o resultado.
Você poderia escolher votar no candidato que está em segundo lugar na pesquisa (independente de quem seja) simplesmente para forçar um segundo turno, alterando seu voto de última hora, ou mesmo oscilando seu voto entre dois candidatos durante o período de pré-eleição (eu mesmo já fiz isto). Outro exemplo é você ver que seu candidato preferido está perdendo por pouco e adiar uma viagem para poder votar nele (afinal qualquer voto pode fazer a diferença), ou mesmo o contrário (afinal meu candidato preferido já está na frente, acho que vou aproveitar para ir para a praia).
O segundo problema era que, até poucos anos atrás, os resultados das pesquisas era mostrado apenas com a margem de erro (que são aqueles 2 pontos percentuais para cima ou para baixo), mas a confiabilidade da pesquisa não era mostrada.
A confiabilidade mostra qual a probabilidade da pesquisa estar certa. Como estamos falando de amostragens e não de uma avaliação real de toda a população brasileira, sempre existe uma chance de a pesquisa estar errada. Esta é uma porcentagem que indica quantas vezes a cada 100 pesquisas idênticas existe a chance de a pesquisa inteira estar errada.
Talvez com um exemplo fique mais claro: imagine que você possui uma caixa com 100 bolinhas (50 pretas e 50 brancas) e você, aleatoriamente vai pegar 5 delas para saber qual a porcentagem de bolinhas brancas e pretas. Agora imagine que você tirou 3 bolas pretas e 2 brancas.
Este resultado pode ser apresentado de duas maneiras: na primeira, você pode dizer que existem 60% de bolas pretas, com margem de erro de 44% para cima ou para baixo e uma confiabilidade de 95%, ou você pode dizer que existem 60% de bolas pretas, com margem de erro de 5% para cima e para baixo e uma confiabilidade de menos de 1%.
Na primeira forma, você deixe uma margem grande de erro, porem atesta que com uma certeza de 95%, o resultado real está dentro deste intervalo (que no exemplo abestado acima, varia entre 26% a 100% de bolas pretas). Perceba que mesmo com este intervalo enorme, ainda existe 5% de chance de você errar a pesquisa pegando apenas 5 bolinhas (você tem, na verdade, pouco mais de 2% de chance de pegar 5 bolinhas brancas de uma vez).
Na segunda forma, você está mostrando uma margem de erro muito menor, porém, com uma confiança muito menor. Em 99% das vezes, você errará o resultado (como foi o caso de nosso exemplo).
Esta confiabilidade provém de dados estatísticos tabulados que levam em conta o tamanho da amostra retirada do universo de eleitores (quanto maior a amostra, maior a confiabilidade e menor o intervalo de confiança da pesquisa).
O terceiro problema das pesquisas é a forma da amostragem. Por caráter (acho que principalmente) econômico, as pesquisas são feitas através de uma quotização (pelo menos a do Datafolha é assim) onde os pesquisadores, baseados nos dados oficiais do Brasil (sexo, idade, localidade etc.) define quantas pessoas de cada tipo deverão ser entrevistadas. A partir daí os pesquisadores saem às ruas em pontos de fluxo e pesquisam com base em sua lista de quotas.
Isto faz com que a "escolha" do pesquisado esteja na mão do pesquisador e não através de uma real aleatorização, que seria de se esperar se tudo fosse sorteado aleatoriamente e a pesquisa viesse até sua residência.
Na minha opinião isto faz com que, embora os critérios estatísticos estejam corretos, a margem de erro possa estar errada devido a uma amostragem que possa, porventura, realmente não ser representativa da população geral.
Aqueles que sobreviveram e leram até o fim, obrigado e espero que tenham gostado.
7 de nov. de 2014
Como nosso sistema solar tornou-se plano?
Encontrei este vídeo explicando rapidamente como nosso sistema solar tornou-se plano e não tridimensional.
Achei bem interessante, então aí vai:
Achei bem interessante, então aí vai:
21 de out. de 2014
Audi RS7 Driving Concept
Este final de semana a Audi testou na pista de corrida de Hockenheim, na Alemanha, o RS7 Concept, um veículo completamente autônomo que correu a velocidades acima de 200Km/h sem nenhuma interferência humana.
Confira o vídeo:
Confira o vídeo:
16 de out. de 2014
A Ascensão dos Nove
Depois de um bom tempo sem ler por conta de diversas coisas (mas principalmente cansaço), terminei A Ascensão dos Nove, terceiro volume da série da dos Legados de Lorien, publicado no Brasil pela Intrínseca.Neste livro Pittacus Lore (pseudônimo de James Frey) continua a história de John Smith, um dos poucos sobreviventes do planeta de Lórien, que foi dizimado pelos mongadorianos. Agora ele e mais alguns sobreviventes se refugiaram na terra aguardando a chance de vencer Setrákus Ra, o líder dos mongadorianos, e poder retornar ao seu planeta natal.
Ao longo deste volume cheio de batalhas desde o começo, John passa a conhecer um novo aliado, o número nove, enquanto a número seis (sim, os lorienos tem números...) atravessa o mundo para encontrar os demais sobreviventes e trazê-los aos Estados Unidos, onde eles acreditam que poderão travar uma batalha final com seu arqui-inimigo.
Aqui também são revelados novos fatos sobre os lorienos e os mongadorianos, e também como eles estão passando despercebidos e conseguindo caçar os sobreviventes sem serem notados pela população.
Um livro muito bom (um pouco pior que o primeiro, porém muito melhor que o segundo), que me deixou com uma vontade imensa de ler o próximo.
5 de out. de 2014
Leia para uma Criança
Como já é feito a 4 anos, em 2014 o Banco Itaú mais uma vez está distribuindo livros infantis gratuitamente, sem necessidade de ser correntista ou mesmo sem necessidade de nenhum pré-requisito.
Basta acessar o site do Itaú Criança e pedir sua coleção que, este ano, é composta de dois livros (Gato pra cá, rato pra lá, de Sylvia Orthof e Papai!, de Philippe Corentin) que foram escolhidos por uma comissão de 8 educadores. Após o pedido os livros chegam ao seu endereço sem nenhum custo.
Se você tem alguém para quem possa ler, não deixe de aproveitar esta oportunidade!
Basta acessar o site do Itaú Criança e pedir sua coleção que, este ano, é composta de dois livros (Gato pra cá, rato pra lá, de Sylvia Orthof e Papai!, de Philippe Corentin) que foram escolhidos por uma comissão de 8 educadores. Após o pedido os livros chegam ao seu endereço sem nenhum custo.
Se você tem alguém para quem possa ler, não deixe de aproveitar esta oportunidade!
3 de out. de 2014
Além da Imaginação
Em 2 de outubro de 1959 estreava o primeiro episódio de Twilight Zone, que ficou conhecido no Brasil como Além da Imaginação.
Para aqueles que estavam congelados em carbonite, este seriado (que durou 5 temporadas com mais de 150 episódios, 2 séries com mesmo nome posteriores, pelo menos 3 longas metragens com remakes das histórias originais e até uma atração na DisneySe você ) era uma mistura de ficção científica, horror e suspense, no qual Rod Serling, o criador da série, era uma espécie de mestre de cerimônias, narrando a abertura e o fechamento de cada episódio.
Os episódios não tinham conexão entre si, cada um mostrando uma história independente, na qual, em algum momento, os personagens passavam a estar na zona Além da Imaginação.
Alguns episódios são fantásticos e inesquecíveis, como o do cara que adorava livros e consegue ser o único sobrevivente do holocausto, mas no final.... ou o da caixa com um interruptor: se você apertasse o interruptor ganharia uma fortuna, mas alguém que você não conhecia iria morrer.
Se você realmente passou batido por este seriado, procure assistir pelo menos alguns episódios... valem realmente a pena!
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