6 de fev. de 2016

RAW vs. JPG

É comum ver fotógrafos amadores com câmeras muito boas tirando fotos no formato JPG. Isto acontece porque, além de ser um formato bem difundido, ele tem arquivo muito menores (chegando a uma compressão de até 10:1 sem perda significativa da qualidade).
Infelizmente, se você for fazer edições na imagem após carregar para o computador, então você tem problemas. As imagens JPG não contém toda a informação necessária para uma edição sem perdas e, quanto mais você editar a foto, mais ruído ela acumulará.
Para isto existe o formato RAW, cujo nome vem do inglês "bruto", pois é um formato que contém dados minimamente processados, diretamente do sensor da câmera. Ele pode ser comparado com os negativos que tínhamos antigamente (os dados estão todos lá, mas eles não são uma foto).
O formato é bem maior, pois contém muita informação, mas ele permite que você faça o que quiser com a imagem depois, sem perdas e, se quiser, exportar para JPG a qualquer momento.
Pensando em comparar os dois formatos, Austin Paz, da Petapixel, resolveu tirar a mesma foto através de sua câmera com a capa da lente ainda montada, ou seja, uma foto completamente preta em ambos os formatos. Depois disto ele levou os arquivos para o Photoshop e forçou a exposição, de modo a revelar o ruído presente em cada foto.
O resultado pode ser visto na imagem abaixo (RAW na esquerda e JPG na direita).


Aqui pode ser visto como a imagem RAW possui um ruído no mínimo mais constante.
O resultado é que uma foto JPG que tenha sudo editada para aumento de exposição irá, por exemplo, mostrar sombras descoloridas ou de alguma forma, desconexas.

O post original pode ser visto aqui.

1 de fev. de 2016

Primeiras resenhas de 2016

E o ano começou com muitos filmes também. Em pouco mais de um mês já assisti 20 longas metragem e, como de costume, segue uma pequena resenha de cada um deles:

The Night of the Hunter: Um ladrão é executado na cadeira elétrica após um roubo milionário, porém ninguém sabe onde o dinheiro foi parar (exceto os filhos dele). Mas um assassino serial descobre sobre o roubo e tenta se infiltrar na família para ficar com o dinheiro para si. Um bom filme para a época em que foi feito.
Network: Quando um âncora de telejornal é comunicado que será desligado após anos de telejornalismo, ele surta e anuncia que irá se matar em rede nacional. A partir deste ponto uma rede de intrigas é instaurada, mostrando que nada é imoral para se atingir um ponto a mais de audiência. Pena que as tramas secundárias são tão ruins.
O Auto da Compadecida: Excelente filme nacional que conta a história de dois pobres no sertão nordestino que se safam de poucas e boas através de suas tramóias e armações. Simplesmente hilário.
The Apartment: Um rapaz sobe rapidamente de cargo em sua companhia devido a deixar que os altos executivos utilizem seu apartamento para encontros furtivos. O problema é que as coisas complicam quando seu chefe quer levar a garota por quem ele está apaixonado... Muito bom.
Annie Hall: Resolví dar uma chance a Woody Allen nesta comédia em que um neurótico novaiorquino conta a sua paixão e decepção por uma artista. O filme não é engraçado, não é bem filmado, é chato e não faço idéia de como alguém consegue realmente dizer que gosta dele...
No Country for Old Men: Filme dos irmão Coen no qual uma onda de mortes começa após um caçador encontrar, por acaso, meio milhão provenientes de um negócio de drogas que deu errado. O filme seria excepcional se não fosse um final insípido no qual parece que os diretores simplesmente comunicaram que acabou o dinheiro e então o filme termina do jeito que está (ou seja, sem final).
Monty Python Live (Mostly): Reunião do famoso grupo cômico inglês ao vivo contando e cantando suas melhores e mais conhecidos sketches provenientes do Monty Python Flying Circus, sem contar em muito material inédito. Excepcional se você gosta de humor inglês.
Fargo: O dono de uma revendedora de automóveis contrata dois bandidos para sequestrarem sua esposa em troca de ficar com metade do dinheiro do resgate que seria pago pelo pai dela. O problema é que uma sucessão de erros faz com que as coisas comecem a ir de mal a pior. Outro filme que seria excelente se não fosse os irmãos Coen não saberem como terminar um filme.
Hotaru no haka: Extremamente triste animação que mostra a história de dois irmãos japoneses que torna-se órfãos durante a segunda guerra, e sua luta para conseguirem sobreviver em meio ao caos. Embora extremamente triste, muito bem feito no sentido de transmitir as consequências do conflito.
Labyrinth: O Mestre dos Duendes dá 13 horas para uma garota egoísta conseguir atravessar o labirinto que leva até seu castelo ou ficará com o irmão dela para sempre. Agora ela terá de enfrentar um sem número de perigos e surpresas para conseguir resgatar seu irmão. Uma peça clássica dos anos 80.
Good Will Hunting: Um faxineiro do M.I.T. tem um dom fabuloso em tudo o que diz respeito ao intelecto, porém uma mentalidade torpe da vida, se afastando de todos. Agora caberá a um psicólogo trabalhar com ele para dar propósito à sua vida. Muito bom!
Apocalypse Now: No auge da guerra do Vietnan, um capitão das forças especiais é convocado para assassinar um coronel americano que, segundo a visão dos americanos, enlouqueceu e está se fazendo de Deus perante a uma tribo local. Mas a verdade é que a loucura parece estar em todo o lugar. Excelente.
Requiem for a Dream: Três amigos viciados tem uma brilhante idéia: adulterar a droga e revende-la com lucro. A vida parece excepcional, mas sue vício começa a ficar cada vez maior e seus sonhos começam a se despedaçar com um final impressionante. O filme é assustadoramente realista!
To Kill a Mockingbird: Embora o roteiro exista aos montes (advogado defende um negro injustamente acusado de ter estuprado uma mulher branca) o que torna este filme especial é que a narrativa é feita do ponto de vista dos filhos do advogado e as tramas secundárias são tão importantes quanto a história principal. Excelente.
Double Indemnity: Um vendedor de seguros acaba se apaixonando por uma mulher casada e logo está planejando uma forma de matar o marido e receber uma bolada do seguro. O que ele não imaginava é que o investigador da empresa era tão persistente. Com certeza vale a pena assistir.
The Theory of Everything: Filme que rendeu o Oscar a Eddie Redmayne no papel do físico Stephen Hawking, contando sua vida e sua relação com a primeira esposa. Embora o final do filme tenha sido um pouco alterado em relação à realidade, o filme é realmente muito bom.
Lauras Stern und die Traummonster: O cachorrinho de Tommy é sequestro por monstros de sonho que querem que o garoto volte a ter medo. Agora Laura e sua estrela se juntarão novamente para conseguir salvar o cachorrinho e mostrar a Tommy que não é preciso ter medo. Nada de excepcional.
Yip Man: Jung gik yat jin: História (supostamente) real do mestre Yip, criador do Wing Chun, que terá de enfrentar um último desafio contra as tríades chinesas para defender um aluno. Se a história for real, é impressionante, mas como filme, é apenas mediano.
Interstellar: No futuro a raça humana esta condenada e um grupo de exploradores se aventura através de um buraco de minhoca no espaço à procura de um novo planeta que possa sustentar a continuidade da raça humana. Mas nenhum deles esperava o que estava por vir. Impressionante.
The November Man: Um ex agente da CIA é trazido de volta à ativa apenas para perceber que está metido em um jogo de gato e rato entre seu antigo pupilo, altas patentes da própria CIA e o novo presidente russo. Um 007 diferente, mas interessante.

Por enquanto ficamos por aqui, mas no ritmo que estou vendo filmes, em breve volto a comentar mais...

31 de jan. de 2016

Das Buch ohne Gnade

Tentando realmente realizar uma das minhas resoluções para este ano (ler bem mais que no ano passado), acabo de terminar Das Buch ohne Gnade, livro de um autor que ainda consegue se manter anônimo e publicado em alemão pela Bastei Lübbe, infelizmente, ainda sem tradução para português.
Ele é o terceiro livro da série que mostra as aventuras (ou desventuras) do assassino Bourbon Kid, e trata-se de um prequel, que mostra alguns acontecimentos entre os flashbacks mostrados no segundo livro (Das Buch ohne Staben) e o primeiro (Das Buch ohne Name).
Aqui Bourbon Kid acaba indo parar no Hotel Passadena, onde um concurso de imitadores de cantores já falecidos está acontecendo. O problema é que muitas outras coisas estão acontecendo ao mesmo tempo que o concurso e este hotel tem um problema muito maior com mortos-vivos que Santa Mondega, cenário dos dois outros livros.
Logo ao chegar Bourbon Kid é contratado para matar quatro dos competidores, de modo a deixar apenas um concorrente ganhar o grande prêmio e assinar um contrato milionário. Mas as aparências podem enganar muito e mesmo este contrato não é o que parece ser.
Cheio de situações hilárias ao longo da história e reviravoltas malucas, o livro é bem divertido e mantém o leitor querendo saber mais.
Um excelente livro que, espero, logo esteja disponível em português.

26 de jan. de 2016

Nunca deixe a realidade estragar um bom filme

Hollywood produz anualmente uma miríade de filmes provenientes da imaginação mais do que criativa de inúmeros roteiristas fabulosos (e às vezes nem tanto), porém, quando a imaginação está curta, sempre é interessante buscar inspiração em livros e, porque não, na vida real?
É isto que filmes biográficos fazem, tentando transpor para as telas as histórias reais de seus protagonistas.
Mas e se a história real não tiver um final Hollywoodiano? E se o "herói" tiver uma grave falha de caráter? E se os personagens secundários não tiverem um apelo para o público?
A resposta é clara: nunca deixe a realidade atrapalhar um bom filme... e a seguir uma coletânea de finais que não são bem o que o filme mostra.


E se você quer mais, Unbroken também não menciona o fato que de Louis Zamperini teve sérios problemas com abuso de álcool após sua libertação. American Sniper mostra o dilema o dilema do primeiro tiro de Chris Kyle, matando uma mulher e depois uma criança que ameaçavam um comboio, quando na verdade, segundo a autobiografia de Kyle, seu primeiro tiro foi apenas em uma mulher que portava uma granada.
E desta forma a lista poderia continuar quase que indefinidamente, mas tenho certeza que vocês já pegaram o espírito...
;-)

13 de jan. de 2016

Qual a arma mais poderosa da ficção?

Pensando exatamente nisto, a Foundation Digital calculou para a FatWallet os números referentes ao poder de destruição de diversas armas da ficção científica, colocando-as de forma a serem comparáveis entre si, e o resultado ficou muito bom...
Confira abaixo:

The Top Sci-Fi Weapons
The Top Sci-Fi Weapons Created By: Fat Wallet

5 de jan. de 2016

Minha vida em 2015 traduzida em números

É interessante como uma grande parte de nós, nerds, gosta de ter sua vida catalogada em diversas estatísticas e números que, por mais inúteis que possam parecer, nos fazem sentir bem.
Para se ter uma idéia, a 6 meses atrás, graças ao IMDB, eu comecei a registrar tudo o que eu assisto na TV ou no cinema, e neste meio ano eu assisti nada menos que 97 filmes e 207 episódios de séries de TV, o que me dá um filme a cada 1,87 dias e 1,13 episódio de seriado por dia. Para 6 filmes eu dei nota 10 e para 5 filmes eu dei nota 3 (minhas piores notas este ano), e quem tiver curiosidade para ver meus check-ins, pode conferi-los no site do IMDB, neste link.
Uma das coisas que eu pretendo fazer em 2016 é conseguir assistir todos os 250 filmes mais votados da lista do IMDB que pode ser encontrada aqui. Eu já tenho 55% da lista assistida, mas ainda me faltam mais de 100 filmes... hehehehehehe. Vamos ver se dá certo daqui a 12 meses.
Já com livros, em 2015 eu confesso que fui bem vagabundo. Acabei lendo apenas 4 livros no ano todo (contando que o último levou mais de 6 meses... hahahahahahahaha). Um livro a cada 3 meses em média, para mim, acabou sendo bem pouco, tanto que uma de minhas resoluções de ano novo é ler mais este ano.
E quanto a minha outra paixão, os jogos de tabuleiro, foram nada menos que 255 partidas diferentes registradas no BoardGameGeek. O campeão do ano foi um jogo que eu comprei apenas em outubro, na minha viagem para a feira de jogos de Essen: The Game, um jogo excelente, rápido, cooperativo e difícil. Tão com que eu joguei em 3 meses 21 partidas.
Foi um ano em que joguei bastante, mas ainda estou longe de conseguir quebrar meu record de 364 partidas em um ano... hahahahahahahahaha...

Agora é só esperar para ver quais números 2016 me reserva... :-)

2 de jan. de 2016

Das Buch ohne Staben

Depois de quase seis meses longe deste livro (e com até alguns outros títulos entrando na frente), finalmente resolvi terminar Das Buch ohne Staben lendo quase 300 páginas nos últimos dias de 2015 e deixando somente o restinho para o primeiro dia de 2016.
Neste livro, uma continuação de Das Buch ohne Namen, um autor que até hoje (mesmo já publicando 4 livros que fizeram sucesso na Europa) ainda consegue se manter anônimo e desconhecido, continua a história de Boubon Kid, um assassino serial que, ao mesmo tempo, é o anti-herói desta história hilária que, infelizmente, ainda não tem tradução para o português.
Agora o escritor conta mais sobre as origens de Boubon Kid e o que o leva a ser o assassino serial que é hoje. Voltando aos dias atuais, após ter destruído o líder dos vampiros que infestam Santa Mondega, Bourbon vai se envolver mais uma vez com o submundo tenebroso desta cidade, só que agora o problema se tornará pessoal, pois seu irmão mais novo está envolvido na trama.
Enfrentando novamente vampiros, lobisomens e, desta vez, até múmias, o livro é cheio de reviravoltas e piadinhas espalhadas a cada página. Somente as primeiras 100 páginas são meio paradas (o que fizeram eu demorar tanto para engrenar na leitura).
De qualquer modo, um livro muito bom para quem conseguir ler em outro idioma (pelo menos por enquanto).