25 de mai. de 2016

Romir's Play House: Citadels - Cidade das Sombras

Na semana passada eu publiquei no meu canal no YouTube a explicação da expansão Cidade das Sombras.

Espero que vocês gostem.

23 de mai. de 2016

Howard Shore - ou como a música muda o filme

Ao navegar na internet encontrei este vídeo do Nerdwriter que mostra de uma forma fabulosa como a música de Howard Shore está incorporada de uma forma sutil no primeiro filme da trilogia do Senhor dos Anéis.
Achei a avaliação muito bem feita e resolvi compartilhar.


Espero que vocês gostem.

17 de mai. de 2016

Mitos sobre jogos de tabuleiro

Estava navegando no blog de um amigo meu, o Chips e Choppes, e encontrei um post dele já de 2013 que, na verdade, era referente a um post original de Bruno Faidutti, conhecido autor francês de jogos de tabuleiro (o post original pode ser encontrado aqui), no qual ele comenta sobre alguns mitos relacionados a jogos de tabuleiro.
É interessante ver como muitos deles, mesmo quase 4 anos depois de originalmente publicado, ainda é atual. Veja só na tradução livre abaixo:

1. Jogos são primeiramente e majoritariamente para crianças
Claro, adultos passam muito menos tempo jogando que crianças, provavelmente porque eles também passam muito mais tempo trabalhando e falando besteiras, mas isto não implica que jogos são especificamente infantis. Jogos são uma forma eficiente de deixar o mundo real por um momento e se refugiar em um mundo mais simples e arbitrário, uma coisa que adultos necessitam tanto quanto crianças. Em uma sociedade que se torna mais complexa a cada dia, adultos estão utilizando este refúgio de forma segura e sã. O mercado para jogos adultos, seja video-games ou jogos de tabuleiro, cresce rápido, e muitos jogos vendidos como jogos para crianças, como Jungle Speed, são frequentemente jogados por adultos. E sobre video-games, os vários artigos sobre os perigos de jogos on-line para adolescentes parecem bastante engraçados quando vemos que a idade média de jogadores de WoW é de mais de 30 anos.

2. Jogos on-line estão vagarosamente matando jogos de tabuleiro
Se isto fosse verdade, dado a sucesso de jogos on-line nos últimos 10 anos, os jogos de tabuleiro já deveriam estar mortos a algum tempo. Mas a verdade é que eles estão vivos, e suas vendas estão crescendo. A realidade é exatamente o oposto. RPGs nos anos 80, jogos de cartas colecionáveis nos anos 90, jogos on-line e a renovação do poker nos últimos anos, todas estas tendências estão trazendo novas pessoas para os jogos de tabuleiro. Elas ajudam jovens adultos a perceberem que jogos não são apenas para crianças e estas pessoas passam a se interessar por outros tipos de jogos. Todas as pesquisas de mercado mostram que os grandes compradores de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são, majoritariamente, as mesmas pessoas. Como estas mesmas pessoas também estão comprado montes de quadrinhos e livros e vendo muitos filmes e séries de TV, podemos até conjecturar se estas pessoas estão tendo tempo para trabalhar, mas isto é uma outra pergunta.
O negócio de jogos de computador e de jogos de tabuleiro são bastante similares e envolvem, frequentemente, as mesmas pessoas. Muitos autores de jogos podem criar ambos e muitas editoras movem-se de um para outro. Um bom exemplo disto é o jogo Angry Birds. Primeiramente ele foi uma adaptação de um jogo tradicional de feiras – conhecido em françês como Chamboultou. Agora o sucesso do jogo de computador foi reimplementado como um jogo de tabuleiro que tem exatamente o mesmo apelo do jogo de feita original.
(nota pessoal minha: e atualmente até mesmo evoluiu para um filme).

3. Os grandes sucessos ainda são apenas Banco Imobiliário (Monopoly), Detetive (Clue) e outros similares, e isto deverá permanecer assim.
Eu não conheco os números exatos – você tem que pagar para conseguí-los – mas, pelo menos na França, eu tenho certeza que as vendas de Jungle Speed, Time´s Up, Ticket to Ride, Catan: O Jogo, Dobble ou Werwolf não são ridículos quando comparados com jogos como Banco Imobiliário (Monopoly) ou Detetive (Clue). Alguns podem até considerar que os “velhos clássicos” são costumeiramente comprados por pessoas mais velhas que não entendem nada sobre jogos mais recentes e, corriqueiramente, compram eles para dar de presente para crianças que, provavelmente, não irão jogá-los ou talves os jogem apenas uma vez. A verdade é que os jogos clássicos ainda estão por aqui e muitos deles não são jogos ruins – eu mesmo gosto de Detetive – mas jogos mais recentes, e algumas vezes sutis, não devem ser desconsiderados e eles estão constantemente crescendo.

4. Um bom jogo também é uma ferramenta educacional
Exatamente o oposto. Jogos educacionais são jogos ruins, e não poderia ser o contrário. Eles devem ser repetitivos, didáticos e chatos. Eles não são desenvolvidos para ter jogabilidade, para capturar a atenção dos jogadores, mas para ensinar e fazer os jogadores entenderem alguma coisa. Não é de se espantar que eles sejam menos desafiadores do que jogos desenvolvidos para serem desafiadores. O grande prazer de jogar vem do total descolamento com o mundo real, da noção de que o jogo é inútil. Se ele não for inútil, se ele ensinar alguma coisa, então não é um jogo e não poderá ser jogado como tal. Assim como os velhos clássicos, os jogos educacionais são usualmente comprados por pais ou avós bem intencionados ou, algumas vezes, professores, e são impostos para os jovens que certamente prefeririam um jogo de verdade, como os que os adultos jogam.
Jogos são uma coisa, ensinar é outra. Como um jogador, criador de jogos e professor, eu tive muitas oportunidades de confirmar que a tentativa de aproximar os dois temas apenas torna a educação menos eficiente e os jogos menos excitantes.

5. Jogos não são feitos para serem levados a sério
Ao contrário do trabalho, o qual não deve realmente ser levado totalmente a sério, jogos devem ser jogador com a maior seriedade e dedicação. É uma má idéia você sempre tentar ser um ganhador na vida real, pois isto lhe trará desapontamentos e, muitas vezes, lhe fará parecer ridículo. Se em um jogo nem todos os jogadores estiverem tentando ganhar, então ele se tornará simplesmente sem sentido e entediante. A razão é que a vitória é o único objetivo, ao passo que ninguém tem a mínima idéia de qual é o objetivo da vida real.
Isto não significa que jogos não podem ser divertidos. Eu gosto de jogos divertidos e eu me considero um criador de jogos divertidos, mas diversão não é uma característica necessária em jogos, assim como não é em livros e filmes. Jogos podem ser divertidos, mas não precisam ser. Não exista absolutamente nada divertido em xadrez, Ticket to Ride ou Catan: O Jogo, mas isto não significa que as pessoas não possam se divertir quando jogar um deles. Isto é o que Blaise Pascal explicou em sua teoria da diversão e o que Freud posteriormente disse: o contrário de diversão não é seriedade, é realidade.

Se você quiser ver a edição do meu amigo Skip (bem mais curta), você pode encontrar aqui.

15 de mai. de 2016

Romir's Play House: Citadels

E exatamente uma semana após a publicação do primeiro vídeo com explicações de regras de jogos no YouTube, já segue mais um, desta vez explicando Citadels, um excelente e premiado jogo de cartas.


Espero que vocês gostem.

9 de mai. de 2016

Romir's Play House - Catan: O Jogo

Alguns dos meus amigos já sabiam que estava montando um canal no YouTube para explicação de jogos de tabuleiro e ontem, 8 de maio, abri oficialmente o canal com um vídeo explicando Catan, o primeiro jogo da minha coleção.


Já tenho outras explicações em fase de acabamento e espero conseguir manter o canal ativo, dando preferencia para jogos que existam em português ou sejam fáceis de encontrar no Brasil.
Espero que vocês gostem e se inscrevam no canal que pode ser acessado aqui.

5 de mai. de 2016

A Social Life - curta metragem sobre a vida online

A Social Life é um curta metragem de Keith Lemon, que conta a história de uma mulher que vive uma vida de sonhos... online.
A história conta como uma mulher acorda um dia e vê que sua vida está se resumindo ao que ela disponibiliza online que, na verdade, nem mesmo reflete sua vida real.
Um curta excepcional que mereçe ser assistido.

30 de abr. de 2016

20 filmes na telinha

E lá vão outros 20 filmes que assisti na televisão e, como sempre, segue uma pequena resenha deles:

Ghost Busters: Clássico dos anos 80, um grupo de cientistas descobre um jeito de caçar fantasmas e se tornam uma sensação. O que eles não esperavam era que eles teriam que se tornar heróis e salvar o mundo de uma ameaça fantasmagórica. Hilário e excelente ao mesmo tempo.
Honey, I Shrunk the Kids: Outro clássico dos anos 80, no qual Rick morais faz um cientista completamente amalucado que inventou uma máquina de miniaturização, mas, sem querer, encolheu seus filhos e os do vizinho, e agora ele terá que dar um jeito de trazê-los novamente ao normal.
Per qualche dollaro in più: Segundo filme da trilogia dos dólares, no qual dois caçadores de recompensa acabam se aliando para tentar trazer um foragido à justiça. Um bom faroeste com Clint Eastwood.
Some Like It Hot: Dois músicos que trabalhavam em um bar durante a lei seca são testemunhas de um assassinato de gangsters e, para se esconderem, se travestem de mulheres e entram para uma banda feminina que está a caminho da Flórida, mas eles não esperavam se apaixonarem por uma das coristas. Excelente comédia.
Jagten: Um professor é falsamente acusado de assédio sexual por uma garota imaginativa de cerca de 6 anos, mas esta acusação tem consequências inimagináveis na vida deste professor, que perde não apenas a carreira como também a dignidade. Excelente!
Raging Bull: História de Jake LaMotta, um lutador de boxe que teve uma carreira que o levou ao topo dos ringues, mas acabou destruindo sua vida durante o processo. Não gostei muito não.
Insurgent: Segundo filme da saga divergente, no qual Beatrice Prior, agora já caçada pelo regime atual, terá de enfrentar não apenas o inimigo, mas seus demônios internos, para garantir o futuro da humanidade. O primeiro filme foi bem melhor.
Seventh Son: Baseado nos contos do Caça-Feitiço, um jovem aprendiz de um caçador de bruxas terá que aprender rápido se quiser sobreviver e ajudar seu mestre a defender o Contado do maior perigo que ele já passou. Se você quer um conselho: leia o livro e não veja o filme... adaptação péssima!
Yôjinbô: Filme de Akira Kurosawa no qual um samurai sem mestre passa por uma pequena vila comandada por duas famílias criminosas rivais. Agora ele trabalhará infiltrado nas duas, colocando uma contra as outras. Qualquer coincidência com Per un pugno di dollari não é mera coincidência, pois o faroeste foi uma cópia deste filme.
Heat: Um grupo de ladrões profissionais começam a ver a polícia cada vez mais perto deles devido a uma pista deixada inadvertidamente no último golpe. Agora eles terão que enfrentar um policial incansável que deseja capturá-los. Primeiro filme contracenando Pacino e DeNiro.
Ex Machina: Um jovem programador ganha um concurso para conhecer o dono da Blue Book (uma equivalente da google), e descobre que na verdade ele foi recrutado para fazer um teste provando se um autômato criado pelo dono da empresa tinha ou não consciência. Mas o que ele vai descobrir é muito mais do que está visível na superfície.
Jodaeiye Nader az Simin: Um casal iraniano está se separando por divergências quanto à criação da filha: a mãe quer mudar-se para o exterior e o pai quer ficar e cuidar do avô que tem Alzheimer. Mas a separação causará consequências impensadas para ambos. Interessante para se conhecer um pouco da cultura iraniana.
Star Wars: The Clone Wars: Com a nova diretriz da Disney, agora este filme é oficialmente Cannon e conta o que realmente aconteceu entre os episódios 2 e 3 de Guerra nas Estrelas, mostrando uma aprendiz de Anakin Skywalker que até então era desconhecida. Pessoalmente, eu preferia o desenho.
The Great Escape: Um grupo de prisioneiros de guerra em um campo nazista durante a segunda guerra planeja e executa uma fuga em massa utilizando um plano mirabolante. O curioso é que, embora alguns detalhes tenham sido inventados, a história realmente aconteceu. Com um elenco impressionante, o filme é muito bom e merece ser assistido.
On the Waterfront: Marlon Brando é um ex boxeador profissional que agora trabalha como estivador e se vê envolto com a corrupção e a máfia do sindicato dos estivadores. Agora ele tem que escolher se ficará do lado da verdade e acusará seus empregadores. Interessante, mas nada especial.
Mr. Smith Goes to Washington: Um jovem e ingênuo rapaz é indicado para assumir uma cadeira no Senado e seu primeiro projeto conflita com os corruptos interesses de outros senadores. Agora ele terá que travar uma guerra para vender os interesses mesquinhos dos demais. Muito bom e deveria ser visto por uma porção de políticos brasileiros.
The Bridge on the River Kwai: Um comandante britânico assume a liderança dos presos em um campo de prisioneiros japonês e, para manter o moral dos prisioneiros, ajuda os japoneses na construção de uma ponte que, ao mesmo tempo, está nos planos de destruição do exército britânico. Bem interessante.
Avengers: Age of Ultron: Bruce Banner e Tony Stark criam uma inteligência artificial desenhada para manter a paz mundial, mas as coisas saem completamente do controle quanto esta inteligência, Ultron, decide que a melhor forma de manter a paz é exterminar a raça humana.
Kronk's New Groove: Kronk quer impressionar seu pai, que aparentemente nunca achou que o filho valesse alguma coisa, mas para isto ele acaba tomando os atalhos errados e se metendo em muita confusão apenas para aprender o que realmente importa. Interessante para uma sequência.
Tomorrowland: Uma jovem com espírito científico é recrutada por uma garotinha de uma forma bastante estranha, apenas para descobrir que agora ela está sendo caçada por um grupo de autômatos. Agora ela deverá se unir a outro "sonhador" para poder descobrir o que está acontecendo. Bem interessante e com uma mensagem muito boa.

Espero que tenham gostado e volto daqui a outros 20 filmes.