23/05/2012

Diário de Viagem ao Peru - Parte II

Depois de um dia inteiro de viagem, chegamos a Cusco, cidade de onde saem todas as excurcoes para os locais mais conhecidos do Vale Sagrado.
No primeiro dia aqui fizemos o city tur de praze que, apesar de normalmente eu descartas, até que valeu relativamente a pena (mesmo com uma guia muito chata). Cusco tem diversas igresas e construcoes maravilhosas na parte velha da cidade e, quase todos, construídas sobre as antigas ruínas de templos incas, posto que Cusco era a capital do império. As igrejas foram construídas nestes locais como forma de tentar impor a religiao católica aos locais, substituindo os seus templos pagaos.
Hoje estivemos visitando alguns locais arqueológicos e até mesmo uma cidade pré-inca que foi conquistada posteriormente pelo império.
O mais interessante é o modo como as construcoes incas eram feitas: pedra sobre pedra, com encaixes emtre si e sem nenhum tipo de argamassa. Apenas os encaixes, formatos e peso mantem as paredes intactas até hoje (mesmo sendo Cusco uma regiao de grande atividade sísmica).
Tambem é muito interessante ver que as civilizacoes pré-incas também tinham seus méritos em diversos setores, como urbanizacao e agricultura, os quais foram adquiridos pelos incas durante suas conquistas.
O clima por aqui é de rachar: de noite chega a 0 e de dia chega a 24 graus. Haja casaco para carregar de lá para cá.
No mais está tudo muito bom e estou aproveitando bastante a viagem.

P.S. descobri como fazer acendo agudo...

21/05/2012

Diario de Viagem Peru

Para aqueles que nao sabem, estou de ferias do trabalho, viajando com a familia da minha esposa para o Peru. Ontem ilhas Ballestras e hoje Nasca, aquele lugar onde tem as figuras enormes no meio do deserto.
As ilhas Ballestras ate que sao interessantes, mas o cheiro do coco de passarinho e realmente foda. De qualquer jeito vale a pena para ver o quantidade de passaros e pinguins que tem por la.
Ja Nasca, eu imaginava que seria meio picareta, mas viar de aviao sobre as figuras e poder obervar realmente do alto foi muito legal. E quem pensa que vai precisar de muita imaginacao para reconhecer os desenhos esta enganado. Os desenhos sao tao bem feitos que podem ser facilmente reconhecidos.
Agora, o passeio opcional para ver os canais de agua e porcelana nativa podem esquecer, nao serve para nada a nao ser pagar mais... hehehehe...

P.S. nao faco ideia de como utilizar acentos nos teclados por aqui...
P.P.S. sempre que puder, posto alguma coisa, mas sabe la quando tenho internet novamente...

17/05/2012

Das Buch der Jedi

No último final de semana eu terminei de ler Das Buch der Jedi, versão em alemão de The Jedi Path: A manual for Students of the Force, livro de referência de Star Wars produzido como se tivesse sido escrito antes mesmo de de Yoda ter se formado e passo de mão em mão desde o próprio Yoda, passando por Thame Cerulian, Dooku, Qui-Gon, Obi-Wan, Anakin e Ahsoka, indo parar nas mãos do imperador e, finalmente, retornando para Luke Skywalker.
Cada um que teve o manual em suas mãos fez diversas anotações nos rodapés e laterais do livro, em referências claras aos filmes, livros e quadrinhos de Star Wars.
Para aqueles que conhecem e gostam de Star Wars é um livro fantástico que mostra como funcionava o templo e também mostra os defeitos que geraram tantos discidentes e Jedis indo para o lado negro.
Pena que, como muitos livros temáticos, não existe versão em português ainda.

06/05/2012

O Manuscrito do Imperador

Estes dias terminei de ler O Manuscrito do Imperador, quarto romançe histórico de Valeria Montaldi, escritora Italiana cujo livro mais conhecido por aqui é O Monge Inglês.
Nesta continuação das aventuras do frei Matthew, que agora já largou o hábito e vive como professor, é o segundo melhor dos 4 livros dela, contando as intrigas dos de diversos grupos que estão procurando um tratado sobre falcoaria que foi escrito pelo próprio imperador Frederico, mas foi roubado durante um cerco a seu exército.
Os simpatizantes de Frederico querem roubar o manuscrito para fazerem cópias do mesmo e entregar os falsos para Frederico, os negociantes querem o manuscrito para vendê-lo, pois trata-se de um documento de alto valor, e os simpatizantes do papa querem o manuscrito para destruí-lo.
E como se não bastasse até mesmo a interferência de um inquisitor, o manuscrito foi roubado novamente, e ninguém sabe quem é o novo ladrão, dificultando as coisas para todos.
Agora Matthew está preso entre exércitos milaneses, espiões dos adeptos de Frederico, um iluminista francês e um inquisitor dentro dos muros de um pequeno castelo, cujo proprietário também tem seus próprios planos.
Em uma história muito interessante, Valeria consegue novamente misturar fatos e personagens históricos com uma narrativa de ficção bastante convincente. Vale a pena a leitura.

04/05/2012

Star Wars Day

Para os nerds que não sabem, hoje é Star Wars Day (data escolhida devido a alteração de "May the Force be with you" para "May the fourth be with you").
E para comemorar, algumas empresas estão vendendo produtos Star Wars com descontos.
Quem tem iPad pode baixar o Pit Droids grátis até domingo (disponível na loja brasileira). Este jogo é um puzzla solver bem interessante no qual você tem que levar os droids para a pista de corrida de pods da forma mais rápida e econômica possível, no melhor estilo lemmings.
Para quem tem Mac, a Aspyr, uma convertedora de jogos originalmente para PC, xBox e PS para a plataforma de Steve Jobs, está vendendo todos os títulos Star Wars a míseros US$7,99, incluindo Force Unleashed, Empire at War e Jedi Academy.
Vou tentar descobrir se existe alguma coisa para PC também e, conforme for, publico um update depois.

May the fourth be with you

27/04/2012

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Semana passada terminei de ler Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, primeiro livro da trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson, que anda muito na moda ultimamente, depois de ter sido adaptado para o cinema americano em uma supreprodução com Daniel Craig (infelizmente uma versão torpe demais quando comparada a qualidade do livro).
A primeira impressão que se tem do livro é a de um mastodonte de quase 600 páginas com letras relativamente pequenas. Bom, isto é verdade, mas o livro é tão bem escrito que você não tem vontade de largar o mesmo, principalmente após a metade dele, quando a história principal realmente começa a caminhar.
Falando em história, as mais de 500 páginas servem, basicamentem para a apresentação dos personagens principais: Mikael Blonkvist, jornalista acusado e condenado (injustamente) de difamação de um poderoso empresário e editor chefe da revista Millennium e Listeth Salander, hacker extremamente inteligente e desligada dos padrões convencionais da sociedade.
O autor nos mostra, ao longo de todo o primeiro volume, quem são estas pessoas, mostrando cada faceta delas, sem deixar sempre alguns pontos em aberto para os dois volumes subsequentes e, para preencher as lacunas, mostrando o encontro dos dois personagens principais, um romance policial fantástico.
Mikael, fora da revista devido ao processo, aceita um contrato para revisar os arquivos do desaparecimento de Harriet Vanger, filha de outro poderoso líder da indústria sueca. O problema é que o caso tem mais de 20 anos e continua sem nenhuma pista nova.
Larsson escreve sem nenhuma censura, descrevendo cenas fortes, que definitivamente não são para qualquer um, mas o livro é maestral e quero logo ler os demais.
Ponto fraco da edição brasileira: a tradução não é do original, mas uma tradução da tradução francesa. Alguns colegas já leram a versão de tradução direta sueco-inglês e, na sequência, continuaram com o segundo volume da edição brasileira e, na opinião deles a versão nacional perde bastante, o que seria de se esperar de uma tradução feita baseada em outra tradução.
Mais um detalhe, se quiserem ver o filme, procurem a versão sueca (Män som hatar kvinnor). Sim, a versão americana é uma versão piorada da versão muito mais fiel ao livro feita na Suécia em 2009.

16/04/2012

Erro (ou mentira) na capa da revista Época

Este mês estou meio relapso com meus posts, mas como desculpas eu posso dizer que estava cuidando da festa de aniversário de 1 aninho da minha filha.
Desculpas a parte, hoje um colega levou a edição atual da revista Época para a fábrica e, na hora do almoço, ela chamou minha atenção pelo título de capa (reproduzida ao lado), onde Paul McCartney supostamente "...critica o som esquálido dos iPods..."
Isto me chamou atenção principalmente por dois motivos: primeiro que um iPod não tem um som esquálido, já que muitas das músicas vendidas pela Apple Store geralmente tem uma qualidade muito boa e os aparelhos são perfeitamente capazes de reproduzir as músicas em formato stéreo com muita qualidade, e segundo por Paul estar criticando justamente a marca (Apple) para a qual ele foi o primeiro cantor a fazer um show ao vivo no iTunes como eu comentei em neste post mais antigo.
Fui conferir a reportagem e, para minha surpresa, em momento algum Paul critica os iPods, mas sim, a música digital de baixa qualidade de codificação e os tocadores picaretas de mp3, como a maioria dos celulares shing-lings que existem por aí.
Desta forma eu chego a duas possibilidades: ou o reporter que escreveu a chamada de capa da Época não sabe absolutamente nada de tecnologia e para ele qualquer tocador lixento de mp3 é um iPod ou, pior ainda, ele entende e escreveu sabidamente iPods simplesmente para chamar atenção e vender mais com uma pseudo-mentira... De um jeito ou de outro, a partir de agora vou ler Época sempre com um pé atras, afinal de contas, vai saber o que mais eles podem errar...